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Rússia acusa Ucrânia de preparar ataques terroristas na Crimeia

O Presidente russo, Vladimir Putin, acusou esta quarta-feira o governo ucraniano de preparar "atentados terroristas" para desestabilizar a Crimeia, depois de os serviços secretos russos terem anunciado que desmantelaram vários ataques em preparação.

"Tudo indica que as pessoas que tomaram e mantêm o poder em Kiev, em vez de procurarem compromissos, [...] passaram à prática do terror. É um jogo muito perigoso", disse Putin numa conferência de imprensa, qualificando o relato dos serviços secretos de "notícias muito alarmantes".

Os serviços secretos russos (FSB) anunciaram em comunicado que na madrugada de domingo um dos seus agentes foi morto em confrontos durante uma operação para deter "terroristas" e que na segunda-feira um soldado russo morreu numa troca de tiros com grupos "de sabotagem terrorista" enviados pelo governo ucraniano para a península anexada por Moscovo há dois anos.

Putin assegurou que a morte dos dois russos não ficará sem resposta: "Do lado russo houve baixas, dois soldados mortos. Obviamente não vamos deixar passar uma coisa destas", disse o Presidente.

Segundo o FSB, os ataques em preparação visavam "elementos cruciais de infraestruturas da península".

Um primeiro grupo de "sabotadores terroristas" foi detetado na cidade de Armiansk, na posse de 20 engenhos explosivos artesanais e mais de 40 quilos de TNT.

A secreta russa indicou ter dominado outros dois grupos, em locais que não precisou, apoiados por "disparos cerrados e blindados das forças armadas ucranianas".

O secretário do conselho de segurança nacional da Ucrânia, Olexandre Tourtshinov, negou categoricamente as acusações "falsas e histéricas" do FSB, assim como o Estado-Maior da Ucrânia, que as qualificou de "provocação".

"Essas declarações do FSB não passam de uma tentativa de justificar o destacamento e os atos agressivos dos militares russos no território da península anexada", afirmou o Ministério da Defesa ucraniano num comunicado.

"A Ucrânia não tenta nem tentará recuperar o seu território pela força", disse por seu lado um consultor dos serviços secretos ucranianos (SBU), Iuri Tandite.

Lusa

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