sicnot

Perfil

Mundo

Ataques da Rússia matam pelo menos 30 pessoas na cidade de Raqa

Comandante russo das operações na Síria Sergei Rudskoy em conferência de imprensa.

© MAXIM ZMEYEV / Reuters

Os ataques aéreos da Rússia contra Raqa, bastião do grupo extremista Daesh no norte da Síria, mataram pelo menos 30 pessoas, entre jihadistas e civis, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A organização - com sede em Londres e que se opõe ao governo sírio - contabilizou dez raides aéreos visando a cidade de Raqa e seus arredores, que fizeram ainda, pelo menos, 70 feridos.

O observatório, citado pela agência francesa AFP, adiantou que "pelo menos 24 dos 30 mortos são civis".

A Rússia, aliada do regime do Presidente sírio Bashar al-Assad, confirmou que seis aviões Tupolev desencadearam ataques na zona de Raqa, com o objetivo, conseguido, de demolir "uma fábrica de armas químicas, nos arredores noroeste da cidade".

O Ministério da Defesa russo adiantou que os ataques destruíram ainda um armazém de armas e um campo de treino do Estado Islâmico, nas zonas norte e sudeste da cidade.

Segundo Moscovo, o grupo extremista sofreu "danos materiais significativos" e "um grande número de combatentes foi morto".

Os ataques aconteceram um dia depois de a Rússia ter anunciado que cumprirá um cessar-fogo de três horas, todos os dias para permitir o acesso da ajuda humanitária à cidade sitiada de Alepo, onde se travam os mais fortes combates entre as forças leais a al-Assad e grupos combatentes rebeldes que contestam o regime.

As Nações Unidas alertaram que é urgente o acesso da ajuda humanitária a Alepo, frisando que existe um grave risco de falta de água e proliferação de doenças.

O conflito na Síria, desencadeado em 2011 após a repressão de manifestações pacíficas contra o regime, já fez mais de 290.000 mortos, obrigou à fuga mais de metade da população do país e provocou uma grave crise humanitária.

Lusa

  • Da Al-Qaeda do Iraque ao Daesh

    Daesh

    Daesh é a mais recente denominação de um grupo radical islâmico (sunita) que pretende instituir um califado – um Estado dirigido por um único poder político e religioso regulamentado pela lei islâmica, a Sharia. Ainda limitado ao território conquistado à Síria e ao norte e oeste do Iraque, promete expandir-se e “quebrar as fronteiras” da Jordânia e do Líbano e “libertar” a Palestina. É liderado por Ibrahim Awad Ibrahim Ali al-Badri al-Samarrai, conhecido como Abu Bakr al-Baghdadi, desde 2010, altura em que se chamava Al-Qaeda do Iraque e depois Estado Islâmico do Iraque. Em abril de 2013 o nome do grupo foi alterado para Daesh - Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIL em português, ISIS em inglês), quando agrupou a Al-Qaeda do Iraque e um ramo dissidente do grupo sírio Frente al-Nusra, constituído para combater o Presidente sírio Bashar al-Assad. A designação Estado Islâmico é anunciada em Junho de 2014 com a instituição do autodenominado califado e al-Baghdadi é proclamado califa Ibrahim.

  • Santana Lopes confirma buscas na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
    1:26

    País

    Pedro Santana Lopes confirmou esta quarta-feira a realização de buscas por parte da polícia judiária à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O provedor da Santa Casa disse aos jornalistas que o processo está relacionado com suspeitas em compras efetuadas pela Misericórdia, situação que há dois anos já tinha sido objeto de inquérito interno.

  • Oposição aproveita debate quinzenal para questões sobre a CGD
    2:35

    Caso CGD

    A oposição aproveitou o debate quinzenal para questionar o primeiro-ministro sobre a polémica em torno da Caixa Geral de Depósitos. O CDS exigiu provas de António Costa para afirmar que as contas do banco foram maquilhadas e o PSD perguntou ao primeiro-ministro se não estranha a demissão de António Domingues quando este apresentou a declaração de rendimentos.

  • Turismo da Madeira investe mais de 3 milhões de euros no programa de festas
    2:22

    País

    A Madeira já vive a época de Natal. O turismo da região investiu mais de 3 milhões de euros no programa de festas de Natal e Fim de Ano para atrair os turistas. Os residentes e também turistas aproveitam para desfrutar do ambiente mágico proporcionado pelas tradicionais iluminações à mistura com as decorações e gastronomia típicas da quadra.