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Mentiras e fuga das relações sociais podem indicar uso excessivo do telemóvel

Telemóveis Blackberry

Irwin Fedriansyah

Nervosismo, taquicardia, falta de concentração, perda de interesse ou fuga do contacto social são alguns dos sintomas do uso excessivo do telemóvel, assim como mentiras sobre o tempo de utilização, indicaram hoje especialistas em saúde.

Profissionais do Hospital Withas Xanit Internacional de Benalmadena, em Espanha, estudaram os sinais de sobreutilização de telemóveis que prevalecem sobretudo nos comportamentos dos adolescentes e jovens adultos.

Muitas pessoas apresentam "medo extremo, ansiedade e stress quando ficam sem o telemóvel - seja porque se esqueceram dele em casa, porque ficaram sem rede ou sem bateria, ou por qualquer outro motivo", disse Gloria Martín, psicóloga.

De acordo com a especialista, como de uma fobia se tratasse, muitas pessoas podem chegar ao estado de taquicardia, nervosismo, irritabilidade, falta de concentração e uma sensação de sufoco.

Outros sintomas de utilização exagerada de dispositivos móveis são mentiras sobre a duração de utilização, ânimo exaltado, falta de noção do tempo e o facto de preferir o telemóvel em detrimento de assuntos importantes como trabalhos, estudos ou até mesmo relações interpessoais.

A esse nível, a psicóloga, citada pela agência efe, diz que os mais dependentes usam os telemóveis como "uma espécie de proteção na hora de enfrentar as relações sociais, convertendo o seu uso numa via de fuga ou numa fonte principal de prazer".

A especialista adverte ainda que a insegurança e a tendência de evitar o contacto direto com outras pessoas geram "um ciclo vicioso de que é complicado sair sem ajuda profissional".

O estudo realizado pelos investigadores espanhóis indica ianda que o uso exagerado de dispositivos móveis provoca também algumas consequências físicas.

"Concluiu-se que usar os telemóveis por mais de 10 minutos por dia aumenta em 71% a probabilidade de sofrer da sensação de tinido", zumbido nos ouvidos que afeta o bem-estar e diminui a capacidade de ouvir, disse Gloria Martín.

A psicóloga apelou para um uso mais consciente e defendeu que o verão é um momento ideal para descansar e contrariar a dependência patológica do telemóvel, da Internet, das redes sociais e no geral, das novas tecnologias.

Alguns conselhos dos especialistas são evitar ter o telemóvel sempre na mão, estabelecer normas e limites para toda a família sobre o tempo e momentos de uso, não o utilizar de forma desnecessária nas reuniões com amigos ou familiares e não responder a mensagens no meio de conversas com outras pessoas.

Lusa

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