sicnot

Perfil

Mundo

Pelo menos três mulheres multadas por usarem burkini nas praias de Cannes

Outras seis mulheres que tomavam banho "demasiado cobertas" receberam advertências, mas optaram por abandonar a praia ou mudar de traje.

Chris Carlson/ AP (Arquivo)

Pelo menos três mulheres já foram multadas, na cidade francesa de Cannes, por usarem burkini, um fato de banho que tapa todo o corpo, que algumas muçulmanas utilizam na praia.

Segundo a edição de hoje do jornal local "Nice Matin", depois de a justiça francesa ter validado, na sexta-feira, o decreto municipal de Cannes que proíbe aquela peça de vestuário nas praias, três mulheres, de 29, 32 e 57 anos, foram instadas a pagar os 38 euros de multa previstos.

Outras seis mulheres que tomavam banho "demasiado cobertas" receberam advertências, mas optaram por abandonar a praia ou mudar de traje, segundo disse ao jornal o chefe da polícia municipal, Yves Daros, garantindo que a medida tem o apoio da população.

Segundo o "Nice Matin", desde que Tribunal Administrativo de Nice apoiou as autoridades locais na decisão de vetar o burkini, os controlos multiplicaram-se nas praias.

As autoridades locais justificam a proibição do burkini com motivos de segurança, considerando que o fato de banho muçulmano demonstra, "de forma ostensiva, a pertença a uma religião, numa altura em que a França e os seus locais de culto religioso são alvo de ataques terroristas, [o que] pode provocar distúrbios da ordem pública".

Feiza Ben Mohamed, porta-voz da Federação dos Muçulmanos do Sul, acolheu com "surpresa" a decisão do tribunal, rejeitando que se possa invocar a luta contra o terrorismo para proibir o burkini.

No domingo, o empresário argelino Rachid Nekkaz ofereceu-se para pagar as multas das mulheres que usam "burkini", através do fundo criado em 2010, com um milhão de euros, para pagar as infrações das mulheres que usam o "niqab" (véu integral, que só deixa os olhos a descoberto), proibido nos locais públicos em França.

Mas Cannes não está isolada na luta contra o burkini, sendo acompanhada por Villeneuve-Loubet, também na Costa Azul, e Sisco, na ilha francesa da Córsega.

A polémica sobre o burkini saltou para a esfera governamental, com a ministra da Família, Infância e Direitos da Mulher, Laurence Rossignol, a qualificar o "burkini" como "a versão balnear da 'burqa'", peça de vestuário, geralmente negra, que cobre integralmente o corpo, incluindo o rosto, das mulheres muçulmanas em certos países.

"Trata-se de dissimular o corpo das mulheres para as controlar melhor", avaliou a ministra, em entrevista ao diário francês "Le Parisien".

Rossignol realçou que cabe aos autarcas avaliar as perturbações da ordem pública que possam ser causadas pelo "burkini", mas apelou a que não se utilize o assunto com fins partidários ou religiosos. "Quando os decretos municipais se referem ao contexto do terrorismo, não acrescentam nada", sublinhou, fazendo questão de separar as águas.

Na segunda-feira, o burkini esteve na origem de violentos incidentes numa localidade da Córsega.

Segundo testemunhas citadas pela AFP, o conflito surgiu quando, na praia, turistas fotografaram mulheres de origem magrebina que estavam no mar vestidas com 'burkini', causando a ira dos homens das famílias.

Os desacatos na região de Bastia provocaram cinco feridos e danos materiais e cerca de 100 polícias foram mobilizados para acalmar os ânimos.

  • Uso do burkini banido das praias de Cannes

    Mundo

    As autoridades locais de Cannes, no sul de França, proibiram o uso burkini, fato-de-banho islâmico que tapa totalmente o corpo. A decisão de banir a utilização do burkini das praias de Cannes baseia-se no facto desta peça de roupa "ser um símbolo do extremismo islâmico", explicou o presidente da Câmara, David Lisnard.

  • Será que lavar em lavandarias self-service compensa?
    8:21
  • Explosão próximo do aeroporto de Damasco

    Mundo

    A televisão do movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do regime sírio, noticiou hoje que a explosão ocorrida esta madrugada perto do aeroporto de Damasco "foi provavelmente" resultado de um ataque israelita contra depósitos de combustível.

  • Dois em cada três portugueses vivem vidas sedentárias

    País

    Com menos de hora e meia de exercício semanal, mais de dois terços dos portugueses vivem vidas sedentárias. E a maioria desvaloriza a importância da atividade física, segundo um inquérito divulgado esta quinta-feira pela Fundação Portuguesa de Cardiologia.

  • Depois de dar a volta (de bicicleta de Lisboa a Setúbal)

    País

    Missão cumprida. A SIC foi dar uma volta de bicicleta, acompanhando a primeira etapa de uma iniciativa que pretende impulsionar o uso dos velocípedes no país. Ao longo desta quarta-feira, publicámos vários vídeos em direto na página de Facebook da SIC Notícias, que aqui reunimos, em jeito de balanço.

    Ricardo Rosa

  • Os filhos do divórcio
    20:50
  • Carro que atropelou adepto encontrado na casa de um amigo do suspeito
    2:18

    Desporto

    O carro que terá atropelado o adepto italiano que morreu junto ao Estádio da Luz foi encontrado esta terça-feira, numa garagem na Amadora, na casa de um amigo do suspeito. Trata-se de um homem na casa dos 30 anos que pertence à claque No Name boys e é agora procurado pela Polícia Judiciária.

  • "Esta moda bizarra de não vacinar crianças tem tido estas consequências"
    1:43

    Surto de sarampo

    Há mais um caso de sarampo registado pela Direção-Geral da Saúde, no total já são 25. Francisco George garantiu que a situação não é preocupante para as crianças em idade escolar e recomendou uma discussão parlamentar sobre a vacinação. Mais de 11 mil pessoas já assinaram uma petição pública a defender a vacinação obrigatória. 

  • Web Summit inaugura primeiro escritório fora da Irlanda em Lisboa
    1:58

    Web Summit

    A Web Summit inaugurou em Lisboa o primeiro escritório fora da Irlanda, que vai dar emprego a 20 pessoas, algumas portuguesas. O próximo objectivo é alargar eventos a outros pontos do país. A conferência internacional regressa a Lisboa entre 6 e 9 de novembro e a organização espera ter 60 mil participantes.