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Televisão estatal do Egipto retira apresentadoras do ar "até que percam peso"

A televisão estatal do Egito decidiu retirar diversas apresentadoras do ar até que percam peso, numa decisão que veio dividir a opinião pública no país, revelou esta quinta-feira a sua diretora, Safaa Hegazy.

Seis a oito apresentadoras vão ser afetadas pela medida que "surge no quadro do desenvolvimento, tanto na forma como no conteúdo, da programação", disse à agência AFP.

As apresentadoras terão a possibilidade de "continuar a trabalhar na produção durante o período que precisarem para perder peso".

"Elas podem regressar depois ao ecrã", ressalvou Safaa Hegazy.

A decisão foi qualificada de "discriminatória" nomeadamente por grupos de defesa dos direitos humanos.

É "vergonhosa" e "contrária" à Constituição, apontou o centro de assistência jurídica para as mulheres egípcias.

Khadija Khattab (na fotografia em baixo), pivô afetada pela medida, afirmou, também à agência noticiosa francesa, sentir-se "caluniada", considerando ainda que "a publicação dessa decisão nos jornais equivale a uma difamação contra as apresentadoras".

Hegazy rejeitou as acusações de sexismo: "Como pode haver discriminação contra as mulheres numa instituição gerida por uma?"

A chefe da União de Rádio e Televisão do Egito, que gere a televisão estatal, argumentou que as pivôs "já não são como eram" quando foram contratadas, sugerindo que engordaram.

Se alguns criticaram a medida, outros manifestaram o seu apoio.

"Concordo com esta decisão porque a aparência de uma apresentadora é um critério importante", observou Sami Abdel Aziz citado como um "especialista dos meios de comunicação social" ao diário estatal egípcio Al Ahram.

Lusa

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