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PKK reivindica atentado contra esquadra da polícia na Turquia

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda, reivindicou esta sexta-feira o atentado com um veículo armadilhado perpetrado na quinta-feira contra uma esquadra da polícia em Elazig, no leste da Turquia, que provocou cinco mortos.

"Um grande ataque suicida foi realizado pelos nossos camaradas contra a sede da polícia em Elazig" para denunciar a repressão das forças turcas contra as cidades curdas do sudeste, zona de maioria curda, da Turquia, indicaram as Forças de Defesa Popular (HPG), o braço militar do PKK, num comunicado citado pela agência pró-curda Firat.

Na quinta-feira, as autoridades turcas já tinham atribuído o ataque ao movimento curdo independentista, classificado pelas autoridades turcas como uma organização terrorista.

A par das vítimas mortais, mais de 200 pessoas ficaram feridas neste ataque contra as forças policiais.

Elazig é um bastião nacionalista turco que tem sido poupado num conflito que dura desde 1984 e que já custou a vida a mais de 40 mil pessoas.

Milhares de habitantes da cidade de Elazig manifestaram-se esta sexta-feira para protestar contra o PKK, relataram os media locais.

Horas antes do atentado suicida em Elazig, um ataque idêntico contra um quartel da polícia na província de Van, na fronteira com o Irão, causou três mortos, dois dos quais civis.

As forças de segurança são alvo de ataques quase diários do PKK, depois do fim do cessar-fogo unilateral, na sequência do fracasso das negociações de paz com o governo turco, em julho de 2015.

O PKK, considerado uma organização terrorista pela Turquia, União Europeia e Estados Unidos da América, trava desde 1984 uma luta armada por maior autonomia para os mais de 12 milhões de curdos que vivem no país e independência para as regiões curdas.

No âmbito da purga lançada por Ancara contra os alegados apoiantes do opositor Fethullah Gülen, acusado pelo governo turco de ter planeado o golpe falhado de 15 de julho, milhares de polícias e de militares foram afastados de funções ou acusados.

Estas medidas aumentaram os receios sobre um possível enfraquecimento dos meios do Estado turco envolvidos na luta contra o PKK.

Lusa

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