sicnot

Perfil

Mundo

"Hoje não há democracia ou Estado de Direito na Venezuela"

Reuters

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, denunciou na segunda-feira a corrupção e a violência na Venezuela, afirmando que a condenação de um líder da oposição marcou o fim da democracia no país.

Numa carta de oito páginas dirigida a Leopoldo Lopez, um dos principais opositores ao Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, que foi condenado a condenado a 14 anos de prisão, Luis Almagro sublinhou o clima de "intimidação" contra a oposição política na Venezuela.

"Nenhum fórum regional ou sub-regional pode ignorar a realidade de que hoje não há democracia ou Estado de Direito na Venezuela", afirmou o secretário-geral da OEA, chamando Lopez de "amigo".

"O poder não pode ser usado (...) sob nenhuma circunstância para impedir a vontade soberana do povo de se exprimir", afirmou Luis Almagro.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do Uruguai disse ainda que os venezuelanos são "vítimas de bullying".

O governo venezuelano "procura manter o seu poder e nega ao povo o direito de tomar decisões através do voto através do recurso à violência contra aqueles que se manifestam ou têm outras opiniões", frisou Almagro.

"Uma linha foi cruzada, o que significa que é o fim da democracia", acrescentou o secretário-geral da OEA, organização que integra 35 países.

No passado dia 12, o tribunal de recurso da Venezuela manteve a condenação a 14 anos de prisão de Lopez, após um julgamento à porta fechada.

A sentença foi fortemente condenada pela União Europeia, pelas Nações Unidas e pelos Estados Unidos.

A Amnistia Internacional que considerou a decisão "uma nova mancha nos trágicos arquivos dos direitos humanos do país, falou mesmo numa "caça às bruxas".

O dirigente do partido Vontade Popular, de 45 anos, foi condenado, em 2015, em primeira instância, a 14 anos de prisão pelo seu alegado papel nas manifestações contra o Governo entre fevereiro e maio de 2014, que resultaram em 43 mortos, segundo os dados oficiais.

Lusa

  • Funcionários públicos anti-Maduro foram despedidos
    1:24

    Mundo

    Na Venezuela, em plena crise económica e com receios de que a contestação social volte a aumentar, cerca de 200 funcionários das finanças queixam-se de terem sido despedidos por motivos políticos. Os trabalhadores dizem que foram para a rua por terem assinado o pedido de referendo revogatório que pode pôr fim ao mandato do presidente venezuelano, Nícolas Maduro.

  • Nicolás Maduro só quer referendo revogatório em 2017
    2:13

    Mundo

    Nicolás Maduro admite submeter-se a um referendo revogatório do mandato mas só no próximo ano e se forem cumpridos os requisitos da lei. A oposição já reagiu para reafirmar que a consulta popular é para ser feita este ano apesar de muitas das assinaturas apresentadas não estarem a ser validadas. Nas ruas da Venezuela, a população continua a sofrer com a falta de alimentos.

  • "Cada drama, cada problema, cada testemunho, impressiona muito"
    1:55
  • Clínica veterinária em Tondela recebeu dezenas de animais feridos nos fogos
    2:57
  • Temperaturas sobem até ao final do mês
    1:09

    País

    O tempo não dá tréguas e, até ao final do mês, as temperaturas vão atingir valores acima do normal para esta época do ano. As temperaturas máximas vão subir entre os 25 e os 32 graus. O risco de incêndio aumenta a partir desta segunda-feira em todo o país e os meios aéreos, viaturas, operacionais e equipas de patrulha vão ser reforçados.

  • Maioria das praias do Algarve já não tem nadador-salvador
    2:19

    País

    A lei não obrigada os concessionários a garantir o serviço e, por isso, a esmagadora maioria das praias do Algarve está sem vigilância desde 30 de setembro. Ainda assim, os areais vão atraindo milhares de banhistas com as temperaturas altas que ainda se fazem sentir. Um nadador-salvador recomenda os banhistas a não nadar e, em dias de ondulação, evitar caminhadas à beira-mar.

  • Parlamento catalão vai responder à ativação do artigo 155
    1:54
  • A história por detrás da fotografia que correu (e impressionou) o Mundo

    Mundo

    Depois dos incêndios da semana passada na Galiza, começou a circular na internet e nas redes sociais a imagem de uma cadela que alegadamente levava a sua cria carbonizada na boca. Contudo, a cadela é na verdade macho e chama-se Jacki. Esta é a história do cão que passou os dias após os fogos a recolher animais mortos para os enterrar num campo perto de uma igreja, em Coruxo, Vigo.

    SIC

  • Quando o cão de Macron fez chichi no gabinete do Presidente francês
    0:31