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Mais de 111.000 migrantes e refugiados resgatados no Mediterrâneo desde início do ano

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estimou esta terça-feira que 111.500 migrantes e refugiados foram resgatados desde o início do ano no Mediterrâneo central, rota marítima entre o norte da Líbia e as costas italianas.

A última grande operação de salvamento decorreu nas últimas 48 horas, com o resgate de 7.027 pessoas, segundo afirmou o porta-voz da agência das Nações Unidas, Joel Millman.

As operações de resgate foram realizadas por embarcações da Itália, Irlanda, Reino Unido e da Noruega, bem como por uma embarcação da organização humanitária Médicos sem Fronteiras.

Muitas das pessoas resgatadas tentavam atravessar o Canal da Sicília, que separa a ilha italiana da Sicília e a costa de Tunes (Tunísia), em grupos de dezenas de botes pneumáticos, enquanto outras faziam a travessia em pequenas embarcações de madeira e em duas embarcações de pesca de maior dimensão.

A Guarda Costeira italiana continua a realizar resgates diários de migrantes e de refugiados que partem da Líbia em direção à Europa, mas considera que as atuais condições do mar, com registo de ventos fortes anormais para a época, podem ter dissuadido algumas embarcações, que terão preferido adiar a partida.

Os resgates na rota do Mediterrâneo central têm mantido um ritmo constante, mas a OIM verificou uma redução no número de vítimas: em agosto foram contabilizadas 40 mortes, muito menos face às 600 mortes registadas em agosto de 2015 e de 2014.

No entanto, em termos anuais, o número de vítimas aumentou. No total, 3.165 pessoas perderam a vida durante a travessia do Mediterrâneo desde o início do ano, mais 509 do que nos primeiros oitos meses de 2015.

Desde janeiro, 272.070 migrantes e refugiados chegaram à Europa através do mar Mediterrâneo, a grande maioria entrou pela Itália e pela Grécia.

Este total é significativamente inferior aos 354.000 migrantes e refugiados registados entre janeiro e agosto do ano passado.

Lusa

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