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Mais de 90 opositores do regime detidos em Caracas

O ministro das Relações Interiores, Justiça e Paz venezuelano, Néstor Reverol Torres, anunciou esta quarta-feira a detenção de mais de 90 pessoas, entre nacionais e estrangeiros, alegados paramilitares, num bairro próximo do palácio presidencial de Miraflores.

As detenções ocorreram quando a oposição venezuelana se prepara para realizar quinta-feira o que chamam de "tomada de Caracas" para exigir a realização de um referendo revogatório do mandato do Presidente Nicolás Maduro.

Segundo o ministro, as detenções foram feitas no bairro Macayapa, no âmbito de uma ação policial englobada no programa governamental Operação de Libertação de Proteção do Povo, que teve lugar terça-feira, no "corredor norte da cidade de Caracas".

Na operação participaram mais de 600 efetivos da Polícia Nacional Bolivariana, das Forças Armadas Venezuelanas e do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (Cicpc, antiga Polícia Técnica Judiciária).

"Presume-se que haja uma alta percentagem de paramilitares a escassos quilómetros do palácio de Miraflores, pelo que se fez uma limpeza e varredura total em todo o setor, onde estão a aumentar as invasões, para depósito de paramilitares com a finalidade de realizar atos de violência, de instabilidade da Revolução Bolivariana", lê-se num comunicado do Ministério das Relações Interiores, Justiça e Paz Venezuela.

O MIJP insiste que está em curso um golpe de estado contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro e anuncia que vão ser realizadas, "de maneira imprevista", operações na Grande Caracas (capital e cidades vizinhas) e nos Estados com maior incidência de delitos no país.

"Com estas ações vamos derrotar o golpe de estado contra o Governo legitimamente constituído, do nosso comandante Presidente Nicolás Maduro Moros. Vamos eliminar a violência em todas as suas manifestações e continuaremos construindo a pátria e a revolução bolivariana, Vamos ir a todos os espaços que sejam necessários para libertar o povo destes grupos paramilitares", conclui.

Em fotos divulgadas por aquele ministério aparecem dezenas de indivíduos, sentados no chão, que terão sido tiradas durante a operação policial.

As autoridades venezuelanas não divulgaram a identificação dos detidos, nem confirmaram se durante a operação policial foi confiscado algum tipo de armamento.

Lusa

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