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Militantes e deputados pró-curdos em greve de fome na Turquia

© Sertac Kayar / Reuters

Cerca de 50 militantes pró-curdos, incluindo deputados, iniciaram esta segunda-feira uma greve de fome em Diyarbakir, leste da Turquia, em protesto contra a falta de informação sobre Abdullah Öcalan, o líder curdo detido desde 1999.

Os militantes referem que as autoridades não divulgam desde há vários meses notícias sobre o dirigente do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, a principal formação curda da Turquia e que em 1984 desencadeou uma rebelião no sudeste do país).

"Não recebemos qualquer informação objetiva sobre o estado de saúde e a segurança de Öcalan", afirmou Sabahat Tuncel, porta-voz do grupo.

Abdullah Öcalan encontra-se atualmente detido na ilha-prisão de Imrali, perto de Istambul, mas não está autorizado a receber visitar dos seus advogados ou dos seus familiares mais próximos desde o fim do cessar-fogo, no verão de 2015, entre o PKK e as forças de segurança turcas.

"A greve vai prosseguir por um período indeterminado", assegurou à agência noticiosa France-Presse o deputado do partido pró-curdo HDP Ferhat Encu, que participa no movimento.

No domingo, o ministro da Justiça Bekir Bozdag negou qualquer problema relacionado com a saúde ou a segurança de Öcalan.

"O assunto é frequentemente explorado pela organização terrorista separatista, e o público recebe falsas informações", declarou em comunicado divulgado pela agência pró-governamental Anadolu.

Esta greve de fome coincide com a intensificação das operações militares de Ancara contra os rebeldes do PKK no sudeste do país. No fim de semana, a aviação turca bombardeou posições do movimento rebelde curdo após a morte de cerca de 20 soldados em confrontos com o PKK.

Lusa

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