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Fósseis mais antigos do mundo podem ter 3,7 mil milhões de anos

YURI AMELIN

Uma bactéria minúscula que viveu há 3,7 mil milhões de anos pode ser a mais antiga forma de vida na Terra. Cientistas descobriram no sul da Austrália fósseis de esponjas - animais aquáticos simples. A descoberta pode indicar que, afinal, a presença animal no planeta é mais antiga do que se pensava.

Os fósseis foram descobertos por Allen Nutman, numa zona rochosa da região de Greenland. Cientistas australianos e britânicos estudaram a rocha a descobriram tratar-se de estruturas microscópicas chamadas estromatólitos.

As esponjas, acreditam os investigadores, tinham um centímetro de altura e viviam fixas em estromatólitos - rochas calcárias formadas por microrganismos -, a menos de 20 metros de profundidade. Era lá que filtravam o carbono diluído na água para obter alimentos, segundo explicam na revista Nature.

A investigação está a ser debatida por outros investigadores.

"Há alguns problemas que precisam de ser analisados", afirma Roger Buick, da Universidade de Washington em Seattle. Um deles é o facto de as rochas onde os fósseis foram encontrados terem sido sujeitas a inúmeros fatores ambientais como o calor, ao longo de milhões de anos.

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