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Bombas de fragmentação deverão ser eliminadas até 2030

Os restos de bombas de fragmentação, que terão matado ou estropiado mais de 50.000 pessoas nos últimos 50 anos, devem ser eliminados até 2030, defende-se num acordo internacional anunciado esta em Genebra.

Os Estados-membros da Convenção sobre as armas e fragmentação, assinado em 2008, fixaram pela primeira vez uma data limite para a eliminação desta armas em todos os países abrangidos pelo acordo.

O presidente da Convenção, Henk Cor van der Kwast, saudou a decisão e considerou que a data limite de 2030 poderá ajudar a "comunidade internacional a esforçar-se para libertar o mundo de bombas de fragmentação".

O anúncio surgiu após a reunião de três dias em Genebra dos representantes dos 119 Estados-membros desta Convenção e onde foi discutida a forma de os signatários aplicarem o acordo, que proíbe estas armas.

A Convenção, que entrou em vigor em 2010, proíbe a utilização, transferência e armazenamento destas armas, que podem ser lançadas por aviões ou disparadas por peças de artilharia, e disseminar centenas de pequenas bombas num vasto território.

Uma parte considerável destas bombas acabam por não explodir no momento do impacto, e os países atingidos têm grandes dificuldades em eliminá-las, confrontando-se na prática com campos de minas.

Estes engenhos são muitas vezes coloridos, o que atrai as crianças, que arriscam aa fazê-las explodir quando as recolhem. Em 2015, 417 pessoas foram vítimas destas bombas de fragmentação, e perto de metade eram crianças.

No final de agosto, 24 países e três outras regiões eram consideradas contaminadas por estas bombas, como o Iraque e o Laos na primeira linha.

No decurso da reunião de Genebra, os participantes emitiram duras críticas ao uso de bombas de fragmentação na Síria e no Iémen, dois países que não são membros da Convenção.

Damasco e o seu aliado russo foram criticados pela utilização destas bombas na Síria, onde pelo menos 248 pessoas foram mortas por estas armas em 2015, segundo um relatório anual da Convenção.

No Iémen, a coligação militar liderada pela Arábia Saudita e que apoia o governo do presidente Abedrabbo Mansur, tem sido acusada de utilizar estas bombas, que apenas em 2015 terão estropiado pelo menos 104 pessoas.

Lusa

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