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Explosão de carro bomba faz vários feridos na cidade turca de Van

AP

A explosão de uma viatura armadilhada abalou hoje a cidade turca de Van, fazendo quase 50 feridos, incluindo dois polícias, anunciou um porta-voz do governo local, citado pela AFP.

Ninguém reivindicou ainda o ataque, que ocorreu no primeiro dia da festa muçulmana do Eid Al-Adha, ou Festa do Sacrifício, mas as autoridades turcas já responsabilizaram o partido ilegal PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), classificado como grupo terrorista pela Turquia e pelos seus aliados ocidentais

O ataque ocorreu no centro de uma cidade movimentada, junto a um posto de controlo no exterior dos escritórios do partido no poder (AKP), informou o gabinete do governador local em comunicado, citado pela AFP.

"Quarenta e seis civis e dois polícias ficaram feridos após a explosão de um carro bomba provocada por membros da organização terrorista separatistas", pode ler-se no comunicado, que se referia aos militantes curdos.

Já antes, o deputado do AKP em Van Besir Atalay, tinha acusado o PKK, que há mais de 30 anos mantém uma campanha contra o Estado turco.

"A organização terrorista alvejou o nosso partido e a presença do AKP no passado. Este é um dos seus ataques", disse o parlamentar à televisão privada NTV.

Testemunhas contaram que a força da explosão destruiu janelas nas redondezas e muitas ambulâncias foram enviadas para o local.

A televisão mostrou imagens de um canhão de água a ser usado para apagar um incêndio provocado pela explosão.

Van, uma cidade que reúne população curda e turca nas margens do lago com o mesmo nome, tem sido poupada aos ataques que se registam em cidades como Diyarbakir.

A cidade é um destino turístico popular, particularmente para os iranianos, que atravessam a fronteira para ali fazerem compras e aproveitarem o ambiente descontraído.

O incidente surge depois de, no domingo, o Governo anunciou o afastamento de 28 prefeitos, maioritariamente por alegadas ligações ao partido ilegal PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), numa medida fortemente criticada pelos partidos pró-curdos.

Ancara tem apertado a sua campanha militar no sudeste do país para erradicar os militantes do PKK, que têm lançado ataques quase diários desde a rutura de um frágil cessar-fogo no ano passado.

Dezenas de milhares de pessoas foram mortas desde que o PKK iniciou a sua luta, em 1984, para criar um Estado independente para a minoria curda da Turquia.

A Turquia também lançou uma operação no interior da Síria contra o grupo Estado Islâmico, assim como para expulsar as milícias curdas sírias da sua fronteira.

Lusa

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