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Merkel defende liberdade religiosa, incluindo direito à burca

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A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu esta quarta-feira o pleno direito à liberdade religiosa, incluindo o uso da burca, destacando, porém, a necessidade de restringi-lo em certos âmbitos da vida pública, onde o rosto descoberto é necessário, como a perante a justiça.

A liberdade religiosa implica "poder fazer-se expressão pública da mesma", afirmou Merkel na Conferência Interparlamentar sobre Liberdade Religiosa, a decorrer hoje em Berlim e realizada pela União Cristão-Democrata (CDU), o partido a que preside, e o partido irmão, União Social-Cristã da Baviera (CSU).

A líder alemã admitiu que o uso do véu integral é "um grande obstáculo" à integração na sociedade alemã e legitimou, por outro lado, as restrições que a CDU/CSU quer impor ao seu uso nos espaços públicos.

Merkel deu assim apoio à iniciativa apresentada em agosto último pelo seu ministro do Interior, Thomas de Maizière, que, contra as vozes do seu próprio partido, que exigiam a proibição total do uso da burca, advogou que as restrições se circunscrevessem a determinados âmbitos.

De acordo com a proposta de Maizière, o uso da burca será proibido em manifestações, escolas, esquadras, repartições públicas como as do registo civil, tribunais, controlos de trânsito ou qualquer outra situação em que a identificação da pessoa seja requerida.

A líder alemã insistiu na necessidade de transmitir a estes grupos populacionais o "sentido do direito fundamental" à liberdade religiosa, como fator indispensável para a integração numa sociedade aberta e tolerante.

Lusa

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