sicnot

Perfil

Mundo

Ajuda humanitária na Síria continua a escassear apesar da trégua

Milhares de habitantes em diversas regiões da Síria, apesar do prolongamento da trégua em vigor, continuavam a aguardar esta quinta-feira pela ajuda humanitária prometida pela ONU, que exortou o governo de Damasco a desbloquear de imediato a sua distribuição.

Cerca de 20 camiões com alimentos e medicamentos encontram-se numa "zona tampão" entre a Turquia e a Síria e "estão prontos para circularem imediatamente" em direção a Alepo, a segunda cidade síria a cerca de 70 quilómetros da fronteira, segundo referiu o responsável da ONU Jan Egeland.

A ONU pretende distribuir ajuda na sexta-feira nesta cidade do norte da Síria assolada há cinco anos pela guerra, enquanto aumenta a impaciência entre os 250.000 habitantes dos bairros rebeldes cercados, em situação de extrema debilidade.

"De que serve o prolongamento da trégua se permanecemos cercados?", afirmou citado pela agência noticiosa France-Presse um habitante do setor rebelde, que não recebe ajuda humanitária desde 7 de julho. "Antes, morríamos dos bombardeamentos, hoje vamos morrer à fome", lamentou o homem de 53 anos.

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, também manifestou alguma frustração e exortou o regime de Bashar al-Assad a dar "autorização final" para a passagem das colunas de veículos.

"É particularmente lamentável, perdemos tempo. A Rússia está de acordo connosco neste ponto", acrescentou, após o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ter apelado a Washington e Moscovo para contribuírem no desbloqueamento da entrega de ajuda.

Os Estados Unidos e a Rússia, que apoiam respetivamente os rebeldes moderados e o regime, são os "arquitetos" da trégua em vigor desde segunda-feira e que permitiu uma forte redução das violências nas frentes de combate.

Lusa

  • Leão de Ouro de Souto de Moura faz "muito bem à alma" dos portugueses
    1:53
  • "Sonho com um futuro melhor", o desejo de um jovem sírio em Portugal
    2:12

    País

    Mais de 50 jovens sírios chegaram esta madrugada a Lisboa, para iniciarem o novo ano letivo, em Portugal. Sonham com um futuro melhor. Sonham com uma educação melhor. Os 54 estudantes vieram ao abrigo do programa lançado pelo antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, que nos últimos anos já deu uma nova oportunidade a cerca de 200 alunos.

  • Na linha do triunfo
    16:49
  • Chamas do incêndio no Europa Park na Alemanha atingiram os 15 metros de altura
    0:57