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Presidente da Colômbia entrega acordo de paz com FARC à ONU

© Mike Segar / Reuters

A Colômbia entregou esta quarta-feira ao Conselho de Segurança da ONU o recente acordo entre o Governo e a guerrilha das FARC, um instrumento que Presidente Juan Manuel Santos considerou "uma contribuição para a paz no mundo".

Santos entregou o documento à presidência do Conselho de Segurança na presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que confirmou a sua deslocação na segunda-feira em Cartagena de Indias (norte da Colômbia), onde vai ser assinado o acordo de paz.

"Aqui está o resultado deste trabalho em que todos ajudaram e que é uma contribuição para a paz no mundo", afirmou Santos na cerimónia, antes de uma sessão do CS para analisar a situação no Médio Oriente.

Na sua mensagem ao Conselho de Segurança, e após ter recebido felicitações de diversas personalidades, incluindo a Presidente chilena Michelle Bachelet, o chefe de Estado colombiano sublinhou a importância do acordo.

"É o resultado de quase seis anos (dois de negociações secretas e quatro de diálogo aberto) para terminar o último conflito armado no hemisfério ocidental", afirmou.

"Foi uma guerra que se prolongou por 25 anos e que originou todo o género de sofrimento e dor para o meu país", acrescentou.

Juan Manuel Santos sublinhou ainda que o documento acordado entre o Governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) "colocam pela primeira vez as vítimas no centro da solução do conflito, o seu direito à verdade, à justiça, à compensação e à sua não repetição".

Numa mensagem prévia, o secretário-geral da ONU saudou a "visão, valentia e liderança" demonstrada por Santos para concluir estas negociações.

"É o resultado do trabalho de todos os colombianos, de todas as partes e muitas organizações e indivíduos que contribuíram para as negociações", assinalou.

Ban Ki-moon felicitou ainda Cuba e Noruega, garantes dos acordos, e o Chile e Venezuela, país que também contribuíram para o acordo de paz.

"À ONU foram confiadas importantes responsabilidades, em particular a monitorização e verificação do cessar-fogo e o abandono das armas", recordou.

A ONU está a preparar uma missão para a Colômbia que deverá integrar 200 observadores e membros do pessoal civil, que vão ser distribuídos por diversas zonas do país.

"Estes números vão crescer rapidamente à medida que forem sendo completadas as seguintes fases do processo", acrescentou.

Lusa

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