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Aborígenes australianos são a mais antiga civilização da Terra

Aborígenas australianos

© Will Burgess / Reuters

O primeiro grande estudo genético aos indígenas australianos concluiu que este grupo constitui a civilização mais antiga da Terra, com mais de 50 mil anos.

O estudo - publicado hoje na revista Nature ao lado de outros dois sobre o mesmo assunto - revela informação importante sobre as origens da espécie humana e a sua história migratória, incluindo dados sobre o antepassado comum a todos os seres humanos não africanos que hoje habitam o planeta.

De acordo com os resultados da análise ao ADN em dois dos estudos, a maioria dos euro-asiáticos descende de uma única migração de África, há cerca de 72 mil anos.

Desta migração houve uma separação - um grupo aventurou-se por mar há cerca de 58 mil anos e chegou ao continente australiano há 50 mil anos. Deu origem aos aborígenes australianos e aos papuas - antepassados dos indígenas da Papua-Nova Guiné. Ainda antes dos continentes se separarem, as populações papua e aborígene divergiram entre si há cerca de 37.000 anos.

Papuas da Nova Guiné

Papuas da Nova Guiné

CHARLES DHARAPAK / AP

Desde então que os aborígenes australianos permaneceram quase isolados, até há cerca de 4 mil anos. De qualquer forma, nos milhares de anos que demoraram a chegar à Austrália, estiveram em contacto com vários outras espécies de hominídeos. Daqui resulta que cerca de 4% do seu genoma permaneça um mistério.

Para chegar a estas conclusões, uma equipa internacional de cientistas na Universidade de Copenhaga sequenciou os genomas de 25 papuas e de 83 aborígenes do grupo que fala Pama-Nyungan que corresponde a 90% dos que habitam a Austrália.

Um segundo estudo, de uma equipa da Universidade de Harvard, sequenciou os genomas de 300 pessoas de 142 diferentes populações para identificar alterações genéticas que explicassem características dos seres humanos modernos, como pintar as cavernas ou fabricar e utilizar instrumentos sofisticados. Mas não as encontraram.

Há ainda muitos espaços em branco por preencher no que se refere à origem e à evolução do ser humano atual, bem como sobre a migração de África.

Um terceiro estudo vem apoiar a teoria que houve duas migrações vindas de África. Cientistas da Estónia encontraram provas de uma massiva migração de homens modernos há 75 mil anos e de uma outra anterior há 120 mil anos - que acreditam ter sido responsável por 2% do atual genoma dos papuas.

A chave para desvendar melhor a história do ser humano moderno será analisar lado a lado provas genéticas e arqueológicas.

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