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Dirigente da Renamo assassinado no centro de Moçambique

Um dirigente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) foi assassinado na tarde desta quinta-feira no distrito de Moatize, Tete, numa ação que o movimento atribui a um esquadrão da morte, disse à Lusa fonte do partido.

O membro da Assembleia provincial de Tete e delegado distrital da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) em Moatize, Armindo Nkutche, foi executado com tiros, minutos depois de discursar no encerramento da 5.ª sessão ordinária do órgão que fiscaliza o Governo provincial, explicou Félix Assomati, delegado político provincial do partido.

"Depois que saiu da sessão, [a vítima] entrou num chapa (transporte coletivo de passageiros), para caminhar para o seu esconderijo, já que era procurado pelos esquadrões, quando foi regado por balas" contou Félix Assomati.

Ao reconstituir o incidente, Félix Assomati, disse que uma viatura branca dupla cabine, de vidros fumados e sem matrícula seguiu a trajetória da vítima.

Na noite de quarta-feira, a residência da vítima teria sido vandalizada por desconhecidos quando o dirigente da Renamo estava no seu esconderijo.

A região centro de Moçambique tem sido a mais atingida por episódios de confrontos entre o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança, além de denúncias mútuas de raptos e assassínios de dirigentes políticos das duas partes.

A Renamo não reconhece os resultados das eleições gerais de 2014 e exige governar nas províncias de Sofala, Tete, Manica e Zambézia, centro de Moçambique, e também em Niassa e Nampula, no norte.

Apesar da frequência de casos de violência política, as duas partes voltaram ao diálogo em Maputo, a 12 de setembro, após o processo negocial ter sido suspenso por três semanas a pedido dos mediadores internacionais, que ainda não conseguiram avanços.

Lusa

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