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EUA denunciam 158 ataques aéreos em três dias sobre Alepo

© Abdalrhman Ismail / Reuters

Os Estados Unidos denunciaram este domingono Conselho de Segurança da ONU que aviões militares russos e sírios lançaram nos últimos três dias pelo menos 158 ataques aéreos contra a zona leste de Alepo, numa ofensiva "sem precedentes".

O número foi apontado pela embaixadora norte-americana junto da Organização das Nações Unidas (ONU), Samantha Power, numa intervenção numa reunião do Conselho de Segurança convocada de urgência para analisar os ataques à cidade síria nos últimos dias.

Power afirmou que estes ataques causaram pelo menos 139 mortos e centenas de feridos no leste de Alepo, o mesmo número que tinha sido adiantado, antes, pelo enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura.

"A Rússia tem o poder de parar este sofrimento. Não haverá paz na Síria se a Rússia prosseguir com esta guerra", afirmou a embaixadora dos Estados Unidos, numa referência ao apoio militar e político que Moscovo tem prestado ao regime de Bashar al-Assad.

A diplomata acrescentou que, de acordo com testemunhos recolhidos na zona flagelada pelos ataques, que está sob o controlo dos rebeldes sírios, trata-se de uma ofensiva militar por ar e por terra "sem precedentes quer em quantidade quer em qualidade".

Os ataques mostram, na sua opinião, que "o regime de al-Assad apenas crê numa solução militar", mas "pouco lhe importa o que restará da Síria após essa solução militar".

Samantha Power denunciou que enquanto os Estados Unidos e a Rússia negociavam em Nova Iorque um prolongamento da trégua que terminou na passada segunda-feira, aviões russos e sírios atacaram três das quatro bases dos "capacetes azuis" no leste de Alepo, que prestam assistência a vítimas civis dos bombardeamentos.

Power acusou a Rússia de "abusar do privilégio" de ser um dos cinco países com direito de veto no Conselho de Segurança da ONU para travar ações mais firmes contra o regime sírio pela "matança" que se verifica na Síria.

A embaixadora recordou que os Estados Unidos lideram uma coligação de 77 países para lutar contra os grupos terroristas que operam na Síria, mergulhada numa guerra civil desde março de 2011.

Mas, acrescentou Power, "o que a Rússia está a fazer não é combater o terrorismo, mas sim uma barbárie".

Lusa

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