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Secretário-geral do PSOE vai tentar formar Governo

© Andrea Comas / Reuters

O secretário-geral do PSOE anunciou esta segunda-feira em Madrid que vai tentar formar um Governo "alternativo de mudança" para evitar terceiras eleições em Espanha, mas que o esforço vai depender do apoio sem hesitações que os militantes lhe venham a dar em congresso.

"É importante que o PSOE tenha uma só voz, que é a voz do seu secretário-geral", disse Pedro Sánchez em conferência de imprensa em que considerou legítimo que dirigentes regionais socialistas defendam uma estratégia diferente da sua.

A Comissão Permanente do PSOE aprovou esta segunda-feira a proposta de Sánchez de convocar um Congresso Federal para o início de dezembro e primárias para 23 de outubro próximo.

A proposta tem ainda de ser aprovada pelo Comité Federal socialista, que reúne a 1 de outubro, com a presença de vários dirigentes regionais que se têm pronunciado pela possibilidade de o PSOE facilitar a investidura de Mariano Rajoy à frente do Governo.

"O PSOE tem de tentar liderar um Governo alternativo de mudança e vamos fazer isso com todas as forças", declarou Pedro Sánchehz depois da reunião da Comissão Permanente, acrescentando que "é evidente que há dirigentes no PSOE que não pensam o mesmo".

Para o secretário-geral dos socialistas, o PSOE deve continuar a dizer "não" a Rajoy e deve recusar "ter uma posição subalterna" no caso de se abster e permitir um Governo do PP (Partido Popular, de direita), como querem alguns dirigentes.

"Defendo que o PSOE tem de ser claramente um partido de esquerda alternativo ao PP", insistiu Sánchez, acrescentando que "chegou a hora de debater o que é que o partido quer".

O dirigente socialista mostrou-se "convencido de que o Comité Federal não se irá opor" à marcação das primárias e do congresso socialista.

"Quero entender-me com as forças de mudança, o Unidos Podemos e os Ciudadanos", afirmou Pedro Sánchez, que também não descartou a possibilidade de falar com os partidos nacionalistas das "Comunidades Autónomas".

Depois das críticas de vários dirigentes regionais, a posição de Pedro Sánchez ficou ainda mais enfraquecida após ser conhecido o resultado das eleições na Galiza e País Basco em que os socialistas recuaram para posições historicamente baixas.

Se o impasse político em Madrid não for debloqueada até 31 de outubro próximo, o rei Felipe VI terá de dissolver o parlamento nacional e convocar novas eleições.

Se isso acontecer, serão as terceiras eleições legislativas que se realizam no espaço de um ano, depois de na primeira consulta, em 20 de dezembro de 2015, e na segunda, em 26 de junho deste ano, as quatro principais forças políticas espanholas (PP, PSOE, Unidos Podemos e Ciudadanos) não terem conseguido chegar a um acordo para formar um Governo estável em Espanha.

Lusa

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