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Colômbia e guerrilha das FARC assinam acordo de paz

Colômbia e guerrilha das FARC assinam acordo de paz

O Governo colombiano e as FARC assinaram o acordo de paz que põe fim a 52 anos de conflito armado. O documento entrará em vigor se a maioria dos colombianos votar a favor no referendo do próximo domingo.

O Governo da Colômbia e a guerrilha das FARC assinaram o acordo histórico para pôr fim a mais de meio século de um conflito armado que fez centenas de milhares de mortos e desaparecidos.

O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e Rodrigo Londoño, chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, marxistas), mais conhecido pelo nome de guerra "Timoleon Jimenez" ou "Timochenko", assinaram este acordo de 297 páginas, numa cerimónia solene em Cartagena das Índias (norte).

O acordo, conseguido ao fim de quase quatro anos de diálogos entre o Governo e as FARC, em Havana, foi assinado perante mais de 2.500 convidados, incluindo 15 Presidentes.

O documento foi assinado primeiro por Londoño e depois por Santos, com canetas feitas a partir de balas. No final, os dois homens cumprimentaram-se e trocaram algumas palavras com um sorriso nos lábios.

No discurso proferido após a assinatura do acordo, o líder das FARC saudou o início de "uma nova era de reconciliação" e pediu perdão às "vítimas do conflito".

"Estamos a renascer para dar início a uma nova era de reconciliação e de construção da paz", disse Rodrigo Londoño.

Antes da cerimónia, Juan Manuel Santos escreveu na rede social Twitter: "Hoje vivemos a felicidade de um novo amanhecer para a Colômbia, uma nova fase da nossa história - a de um país em paz!".

Os convidados, vestidos de branco, agitaram lenços para marcar a assinatura do acordo, enquanto um grupo de aviões da força aérea colombiana desenhava, nos céus de Cartagena das Índias, a bandeira colombiana.

A cerimónia, na presença do presidente de Cuba, Raul Castro, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, entre outros, prolongou-se por 70 minutos.