sicnot

Perfil

Mundo

Fraca afluência às urnas às primeiras horas de votação em Cabo Verde

O atual Presidente de Cabo Verde e candidato à reeleição, Jorge Carlos Fonseca (ao centro), durante uma ação de rua durante a campanha eleitoral para as eleições presidenciais em Cabo Verde, Cidade da Praia

ENEIAS RODRIGUES/ LUSA

A votação para as eleições presidenciais em Cabo Verde arrancou hoje sem registo de problemas e com fraca afluência às urnas às primeiras horas do escrutínio, que irá eleger o chefe de Estado para os próximos cinco anos.

Em três locais de voto da cidade da Praia visitados pela agência Lusa, por volta das 09:00 horas (mais duas horas em Lisboa), uma hora depois da abertura das urnas, não havia qualquer fila para votar.

A votação decorria àquela hora ao ritmo de dois a três eleitores por mesa e, entre o pessoal destacado para as secções de voto, a ideia generalizada é de que os níveis de votação estão muito abaixo dos registados nas duas eleições anteriores (legislativas em março e autárquicas em setembro).

O cansaço associado ao facto de estas serem as terceiras eleições este ano e à perspetiva de reeleição do atual Chefe de Estado poderão ser alguns dos motivos que levam as autoridades eleitorais a recear altos níveis de abstenção.

O Presidente da República interino, Jorge Santos, foi a primeira alta autoridade nacional a votar.

Jorge Santos, que substitui Jorge Carlos Fonseca por imposição legal associada à sua candidatura, votou cerca das 09:15 (mais duas horas em Lisboa) no Liceu do Palmarejo, na cidade da Praia, tendo deixado à saída um apelo para que todos os cabo-verdianos vão votar.

"Ninguém pode ficar em casa. Hoje termina um ciclo eleitoral. É o ano de todas as eleições e é o ano de um grande esforço eleitoral. Todas as instituições estiveram implicadas para que todo esse ciclo fosse um sucesso a bem do país e da democracia", disse.

"Para a nossa democracia ser mais respeitada no plano nacional e no plano internacional é fundamental que haja uma boa taxa de votação", acrescentou, reforçando o apelo para que todos os cabo-verdianos, no país ou no estrangeiro, exerçam o direito de voto.

Nas eleições presidenciais estão aptos a votar 361.206 eleitores, 314.073 registados em território nacional e 47.133 no estrangeiro.

As urnas abriram às 08:00 (10:00 em Lisboa) e encerram às 18:00 (20:00 em Lisboa).

Lusa

  • Não houve negligência médica no caso do jovem que morreu em São José
    2:33

    País

    Afinal, não houve negligência médica no caso do jovem que morreu há cerca de um ano no Hospital de São José, vítima de um aneurisma. Esta é a conclusão da Ordem dos Médicos e dos peritos do Instituto de Medicina Legal. Segundo o jornal Expresso, todos os relatórios relatórios pedidos pelo Ministério Público e pelo Centro Hospitalar de Lisboa Central dizem que o corpo clínico do hospital não teve responsabilidades na morte de David Duarte.

  • Jovens estariam de fones e poderão não ter ouvido comboio a aproximar-se
    1:47

    País

    As adolescentes, de 13 e 14 anos, encontradas mortas junto à linha do norte perto de Coimbra podem não ter ouvido a aproximação do comboio, uma vez que estariam de auriculares. Os corpos só foram descobertos 36 horas depois do desaparecimento das jovens, aparentemente vítimas de um descuido fatal.

  • Patti Smith engana-se na música de Bob Dylan durante cerimónia dos Nobel
    1:49

    Mundo

    Os prémios Nobel deste ano já foram entregues. Bob Dylan não compareceu à entrega do galardão da Literatura e fez-se representar pela amiga Patti Smith, que teve um bloqueio enquanto cantava "A Hard Rain's A-Gonna Fall" do músico. O Presidente da Colômbia Juan Manuel dos Santos foi distinguido com o Nobel da paz pelo acordo que alcançou com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

  • CIA acredita que Trump foi ajudado por piratas informáticos russos
    1:24

    Eleições EUA 2016

    As eleições nos Estados Unidos da América já terminaram e o Presidente está eleito. Contudo, Barack Obama quer saber se os russos tentaram mesmo influenciar o voto e ao mesmo tempo perceber o que os serviços secretos aprenderam com todas as fugas de informação durante a campanha. Já a CIA diz não ter dúvidas: para os serviços secretos norte-americanos, Donald Trump foi ajudado por piratas informáticos.