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Bélgica planeia ilha artificial para prevenir subida do nível do mar

O governo da Flandres está a estudar a construção de uma ilha artificial ao largo da costa belga com o objetivo de limitar os efeitos das alterações climáticas nas zonas costeiras.

A eventual subida do nível do mar e as fortes tempestades são alguns dos principais receios do executivo flamengo.

Em princípio, a construção do projeto irá arrancar em 2020 e a ilha será edificada em frente ao município de Knokke-Heist para proteger a margem oriental dos 67 quilómetros da costa belga.

Antes de iniciar a construção, o governo da Flandres investiu oito milhões de euros em estudos sobre a viabilidade da futura ilha, que vai cobrir inicialmente uma superfície de 40 hectares e que ficará a 1,2 quilómetros da costa.

Um dos estudos vai tentar perceber se a ilha consegue proteger a longo prazo a região da Flandres de uma possível subida do nível do mar e de eventuais tempestades violentas que ocorrerem raramente, em geral uma vez em cada mil anos, precisou a publicação eletrónica Flanders News.

Numa segunda fase do projeto, as autoridades flamengas pretendem ampliar a superfície da ilha artificial, até 450 hectares, e converter a zona num habitat para aves locais e criar um porto.

Esta fase do projeto só seria uma realidade em 2050, de acordo com as projeções citadas pela Flanders News.

"Com este projeto, estamos a olhar para além de 2100 e estamos a preparar-nos para uma subida do nível do mar de 80 centímetros ou mais", afirmaram o ministro da Mobilidade do executivo flamengo, Ben Weyts, e o secretário de Estado para o Mar do Norte do governo federal belga, Philippe De Backer, sobre o projeto conhecido como "Baías Flamengas".

Mas, o projeto não está a ser bem recebido pelas autoridades do município de Knokke-Heist.

De acordo com a Focus TV, estação de televisão da região da Flandres, o conselho municipal de Knokke-Heist já manifestou a sua oposição ao projeto e lamentou não ter sido consultado sobre a matéria.

Lusa

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