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Líder das FARC diz que único prémio que pretendem é "a paz e justiça social"

© John Vizcaino / Reuters

O líder das FARC, Rodrigo Londoño, reagiu hoje à atribuição do Nobel da Paz ao Presidente colombiano Juan Manuel Santos, ao assegurar que "o único prémio" que a guerrilha pretende obter é "o da paz com a justiça social".

"O único prémio ao qual aspiramos é o da [paz com a justiça social por uma Colômbia sem paramilitares, sem represálias nem mentiras], assinalou no Twitter, concluindo a sua mensagem com a palavra-chave [paz na rua].

Rodrigo Londoño, mais conhecido pelo nome de guerra "Timoleón Jiménez" ou "Timochenko", falava em Havana, o local das negociações de paz durante cerca de quatro anos entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército Popular (FARC-EP, marxistas), e após a guerrilha ter sido excluída da atribuição.

"Timochenko" regressou à capital cubana após a assinatura em 26 de setembro do acordo de paz histórico com o Presidente Juan Manuel Santos, que decorreu na cidade colombiana de Cartagena das Índias (norte).

Ao contrário de todas as previsões, o acordo foi de seguida rejeitado na sequência do referendo realizado domingo com uma forte abstenção de 62%, motivando novas incertezas no desfecho do processo de paz.

Em declarações divulgadas pela agência noticiosa France-Presse, o conselheiro jurídico das FARC, Enrique Santiago, considerou no entanto que a atribuição do Nobel a Santos constitui "um apoio forte e incontestável à paz na Colômbia".

"É um apoio forte e incontestável à paz na Colômbia, nos termos do que foi negociados nos últimos quatro anos" entre as duas partes, disse numa entrevista por telefone à rádio Caracol, a partir de Madrid.

"É uma enorme notícia que significa que a comunidade internacional não apenas apoia o processo de paz (...) mas considera-o como um modelo a seguir", acrescentou o advogado espanhol, que aconselhou a guerrilha durante todo o processo negocial iniciado em 2012.

O jurista assinalou ainda que o Nobel é um reconhecimento das conversações "que foram exemplares porque colocaram as vítimas no primeiro plano" e considerou que "o laureado é o Presidente, como um símbolo", mas "o prémio foi atribuído aos que trabalharam pela paz, e não aos que a tornaram difícil".

Ao longo de mais de 50 anos, o complexo conflito armado colombiano implicou as FARC-EP, formadas em 1964 na sequência de uma revolta camponesa, e outras guerrilhas de extrema-esquerda, milícias paramilitares de extrema-direita e as forças armadas.

A violência causou mais de 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.

Lusa

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