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Irão pede abertura de corredor aéreo para ajudar vítimas de ataque no Iémen

O Irão pediu este domingo a abertura de "um corredor aéreo seguro para levar ajuda humanitária de urgência" às vítimas do bombardeamento aéreo no Iémen que, no sábado, matou mais de 140 pessoas que estavam numa cerimónia fúnebre.

O bombardeamento atingiu um espaço público na capital Sanaa, controlada pelos rebeldes 'huthis' e aliados, e onde se tinham juntado centenas de pessoas para o funeral do pai do ministro do Interior, Jalal al-Rouichène, indicou a Sabanews.net.

O porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Bahram Qasemí, disse que o "Irão está disposto a enviar ajuda humanitária, incluindo pessoal médico, comida e medicamentos para as vítimas".

A mesma fonte disse que o país está, também, disponível para transportar os feridos para serem tratados nos hospitais iranianos.

Momentos depois do ataque, os rebeldes 'huthis' acusaram a coligação militar árabe que intervém no Iémen sob comando da Arábia Saudita, que posteriormente negou qualquer envolvimento nos 'raides' aéreos, referindo que, no passado, "evitou semelhantes ajuntamentos, que nunca foram o alvo" das suas operações militares.

No entanto, a coligação dirigida pelos sauditas e que intervém no Iémen desde março de 2015 em apoio às forças do presidente Abdrabuh Mansur Hadi, tem sido acusada por organizações de defesa dos direitos humanos de sistemáticos ataques a alvos civis no decurso da sua campanha aérea.

Segundo a ONU, mais de 6.700 pessoas, na maioria civis, já foram mortas no Iémen desde o início da intervenção da coligação dirigida pelos sauditas.

Lusa

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    Correspondente SIC