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"Falhanço de liderança" de Bashar al-Assad provocou 300 mil mortos, acusa Ban Ki-moon

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou que o "falhanço de liderança" do Presidente sírio Bashar al-Assad provocou a morte de 300.000 pessoas, de acordo com excertos de uma entrevista hoje divulgados.

Ao ser questionado pela Deutsche Welle se considerava Assad um assassino em massa, Ban disse que a resposta deve ser fornecida por outras instituições.

No entanto, acrescentou: "É verdade que morreram muitas pessoas devido ao falhanço da sua liderança, mais de 300.000 pessoas foram mortas".

"Deveríamos ter impedido Srebrenica, deveríamos ter impedido o genocídio ruandês. Em Alepo, fazemos tudo o que nos é possível", prosseguiu.

Ban também exortou o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e a Rússia a "restaurarem o cessar-fogo, para que seja possível fornecermos assistência humanitária vital".

"Temos de entregar um mínimo para as cinco milhões de pessoas que estão em áreas cercadas e regiões de muito difícil acesso", disse.

Esta transcrição foi divulgada pela Deutsche Welle antes da difusão completa da entrevista, prevista para quarta-feira.

As relações entre Moscovo e Washington deterioram-se na sequência do falhanço da trégua na Síria, anunciada em setembro mas que apenas se manteve uma semana.

Após um ataque da coligação internacional apoiada pelos Estados Unidos que vitimou dezenas de soldados sírios, o exército do Presidente Assad, apoiado por 'raides' da aviação russa, desencadeou uma vasta ofensiva sobre Alepo e continua a progredir rua a rua para retomar os bairros leste da segunda cidade da Síria, controlados pelos rebeldes desde 2012.

Alepo é um dos principais desafios do conflito sírio, que desde 2011 provocou mais de 300.000 mortos e a pior tragédia humanitária desde a Segunda Guerra Mundial.

Lusa

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