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Ativistas da Turquia, da Crimeia e Yazidis finalistas ao prémio Sakharov 2016

Jornalista turco Can Dündar

© Osman Orsal / Reuters

Um defensor da liberdade de expressão na Turquia, um líder tártaro da Crimeia e duas defensoras dos direitos das mulheres escravizadas pelo Daesh são os finalistas ao prémio Sakharov, anualmente atribuído pelo Parlamento Europeu (PE).

O jornalista turco Can Dündar foi detido em novembro, depois do jornal que dirige ter noticiado o alegado contrabando de armas dos serviços de informações do país para rebeldes na Síria.

Dündar foi condenado a cinco anos e dez meses de cadeia por "revelar segredos de Estado" e sobreviveu a uma tentativa de assassínio, vivendo agora no exílio.

Mustafa Dzhemilev, líder tártaro na Crimeia (território ucraniano anexado pela Rússia), defende os direitos humanos e das minorias há mais de 50 anos.

Nadia Murad Basee e Lamiya Aji Bashar, foram escolhidas pelos esforços na defesa da comunidade Yazidi e das mulheres que sobrevivem à escravidão sexual às mãos dos jihadistas do Daesh.

Ambas são oriundas de Kocho, uma aldeia iraquiana que foi tomada pelo Daesh em 2014, com centenas de mulheres e raparigas Yazidis a serem raptadas e escravizadas sexualmente pela organização extremista.

O vencedor será anunciado em 27 de outubro e o prémio será entregue, em Estrasburgo, França, em 14 de dezembro, durante uma sessão plenária do PE.

O Prémio Sakharov da liberdade de pensamento, no valor de 50 mil euros, foi entregue em 2015, ao blogger saudita Raif Badawi que cumpre uma pena de dez anos de prisão por "insultos ao Islão".

Nelson Mandela e o dissidente soviético Anatoly Marchenko (a título póstumo) foram os primeiros galardoados, em 1988.

Em 1999, o galardão foi entregue a Xanana Gusmão (Timor-Leste) e, em 2001, ao bispo Zacarias Kamwenho (Angola).

Com Lusa

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