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Aviões russos voltam a bombardear Alepo e fazem 12 mortos

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Pelo menos 12 civis morreram esta terça-feira no ataque aéreo russo mais violento dos últimos dias aos bairros rebeldes de Alepo, enquanto cinco crianças foram mortas num ataque rebelde a uma escola no sul da Síria.

Após uma calma relativa durante o fim de semana, aviões russos voltaram a bombardear intensivamente os bairros rebeldes da segunda cidade da Síria, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O ataque acontece num contexto de impasse diplomático total, com a comunidade internacional incapaz de se entender acerca de uma iniciativa que permita parar os combates.

Os ataques russos em Alepo que mataram pelo menos 12 civis, entre os quais quatro crianças, foram "os mais violentos desde que o regime anunciou uma redução dos bombardeamentos à parte oriental de Alepo" a 5 de outubro, indicou Rami Abdel Rahmane, diretor do OSDH, adiantando que "há ainda pessoas sob os escombros".

Desde o início a 22 de setembro da grande ofensiva do exército em Alepo, as forças pró-regime progridem rua a rua para tentarem recuperar os bairros leste de Alepo, controlados pelos rebeldes desde 2012 e sitiados há meses.

No lado governamental da cidade foram mortas quatro pessoas e 14 outras ficaram feridas num ataque dos rebeldes com rockets ao bairro de Hamdaniyé.

No sul da Síria, foram cinco os estudantes mortos num ataque rebelde a uma escola primária da cidade de Deraa, indicaram os media oficiais e o OSDH, que indicou igualmente 25 feridos.

Os grupos rebeldes controlam a maior parte da província de Deraa, mas a cidade capital com o mesmo nome, considerada como o local de origem da revolução síria de 2011, é controlada sobretudo pelas forças pró-governamentais.

Mais de 300.000 pessoas foram mortas na Síria desde o início do conflito em 2011 e mais de metade da população foi obrigada a abandonar as suas casas.

Lusa

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