sicnot

Perfil

Mundo

Países lusófonos reagem com satisfação à nomeação de Guterres

© Denis Balibouse / Reuters

Se o mundo em geral felicitou António Guterres, os países lusófonos em particular ficaram ainda mais satisfeitos com a escolha do antigo primeiro-ministro português para liderar as Nações Unidas a partir de 2017.

A escolha de António Guterres pelo Conselho de Segurança da ONU para o lugar de secretário-geral das Nações Unidas - que deverá ser oficializada pela Assembleia-geral na quinta-feira - foi notícia nos jornais de todos os países de língua portuguesa.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, disse mesmo que foi como se um brasileiro tivesse sido escolhido.

"Ficamos muito felizes. Ele entra preparadíssimo. Que eu tenha memória, sem diminuir outros, talvez seja quem entra mais preparado", comentou. "Vamos ter um quase brasileiro lá. A proximidade de diálogo aumentará naturalmente", antecipou.

O ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, vincou que a escolha de António Guterres será "muito importante" para África e, em particular, para a lusofonia.

"Estamos todos de parabéns no mundo lusófono", reagiu o ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Soares Sambú.

Também o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, sublinhou a "vitória da comunidade lusófona".

Timor-Leste não podia ter ficado mais contente, já que Guterres foi decisivo, enquanto primeiro-ministro português, para colocar o assunto da ocupação indonésia e do direito à autodeterminação na agenda internacional. O Presidente timorense, Taur Matan Ruak, qualificou a sua nomeação como uma "vitória da justiça e do mérito".

O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, elogiou a "competência" de Guterres para "lidar com os grandes problemas que o mundo enfrenta".

A nomeação de Guterres conseguiu até pôr de acordo governo e oposição em Moçambique.

A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, considerou que a escolha vai "contribuir significativamente para a projeção da imagem da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]". Guterres "é uma boa escolha", concordou a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição em Moçambique e em conflito armado com forças governamentais.

Em Macau, Guterres apareceu como "O desejado" na primeira página do jornal Hoje Macau.

A destoar, só mesmo a reação mais cautelosa do secretário executivo da própria CPLP. "Vou aguardar a eleição definitiva, não me vou pronunciar de antemão", disse o moçambicano Murade Murargy, à frente da organização lusófona desde 2012.

  • Guterres diz que "é tempo de unir"
    0:12

    Mundo

    António Guterres diz que, passada a eleição para secretário geral da ONU, "é tempo de unir". Guterres fez a curta declaração esta segunda-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

  • Jovens adoptados e filha do líder da IURD com versões diferentes dos acontecimentos
    4:06

    País

    Os jovens adoptados e a filha do bispo Edir Macedo, que alegadamente os adoptou, têm versões diferentes sobre o que aconteceu. Vera e Luís Katz garantem que foram adoptados por uma família norte-americana, com que viveram até aos 20 anos. Viviane Freitas, filha do líder da Igreja Universal do Reino de Deus, conta que foi mãe das crianças durante três anos, apesar de lhe ter sido negada a adopção.

  • Cabecilha da seita Verdade Celestial é "mentiroso, egocêntrico e psicótico"
    2:22

    País

    O cabecilha da seita "Verdade Celestial" foi condenado a 23 anos de pena de prisão por abusos sexuais de crianças e adolescentes. O juiz diz que o cabecilha do grupo era mentiroso patológico, egocêntrico, impulsivo e com personalidade psicótica. Dos oito acusados, duas mulheres foram absolvidas e seis arguidos foram condenados a penas efectivas. A rede de abusadores foi desmantelada há dois anos, numa quinta de Palmela.

  • Mau tempo obriga ao cancelamento de centenas de voos na Europa
    1:21