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Pentágono prepara-se para novos ataques no Iémen

O Pentágono prepara-se para possíveis novos ataques no Iémen, depois de mísseis norte-americanos terem atingido alvos dos rebeldes houthis, mas as autoridades garantiram que os Estados Unidos querem evitar envolver-se numa outra guerra.

A Marinha norte-americana lançou cinco mísseis de cruzeiro Tomahawk em três locais de radares móveis em território controlado pelos houthis na costa do Mar Vermelho, depois de os rebeldes apoiados pelo Irão terem atingido um navio de guerra dos EUA, o USS Mason, por duas vezes em quatro dias.

Os militares insistem que estas ações são tomadas em autodefesa.

Os Estados Unidos garantem apoio logístico à coligação, dirigida pela Arábia Saudita, que combate os rebeldes, mas o bombardeamento de hoje foi a primeira vez que Washington tomou ações diretas contra os houthis.

O porta-voz do Pentágono, Peter Cook, afirmou que isto não é um prelúdio de uma nova campanha na região, onde os Estados Unidos estão envolvidos, de alguma forma, em conflitos no Afeganistão, Iraque, Líbia e Síria.

"Não procuramos um papel mais vasto no conflito", disse Cook, acrescentando: "Trata-se de proteger os nossos homens, ponto final".

Também a Casa Branca garantiu que os Estados Unidos não estão a aumentar o papel militar.

"Isto não é qualquer envolvimento na situação sectária no terreno no Iémen", disse o porta-voz da Casa Branca, Eric Schultz.

Os rebeldes xiitas houthis negaram ter realizado os ataques, afirmando que as acusações norte-americanas "não têm fundamento".

Lusa

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