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Atacante mascarado de palhaço esfaqueia homem na Suécia

Norcross, EUA

ERIK S. LESSER

Um homem foi esfaqueado por um atacante mascarado de palhaço, indicou hoje a polícia sueca, numa altura em que uma onda de histeria sobre avistamentos de palhaços "sinistros" e "assassinos" varre os Estados Unidos e a Europa.

"Um homem nascido em 1997 foi esfaqueado no ombro por um desconhecido que fugiu", escreveu a polícia do condado de Halland, no sul da Suécia, na sua página da internet.

O incidente ocorreu na quinta-feira à noite, depois de duas pessoas vestidas de palhaço terem ameaçado matar uma mulher na quarta-feira, no centro do país.

"Ela estava extremamente assustada", disse um porta-voz da polícia ao jornal Aftonbladet, acrescentando que esta mania em expansão "não tem nada de engraçado".

Também na quarta-feira, um grupo de homens vestidos de palhaço cercou quatro crianças de dez anos e ameaçou-os com o que depois se concluiu serem falsas motosserras.

O ministro do Interior sueco, Anders Ygeman, apelou para a calma.

"Não queremos assistir a uma situação em que uma pessoa se mete em problemas reais porque alguém, talvez meio a brincar, veste uma máscara de palhaço", declarou o ministro à agência noticiosa TT.

Nos Estados Unidos, o frenesim em torno dos disfarces de palhaço alimentado pelas redes sociais levou a cadeia de hambúrgueres McDonald's a anunciar esta semana que iria recuar no uso do seu sorridente palhaço Ronald McDonald.

A loucura também alastrou ao Reino Unido, onde as forças policiais foram chamadas para acorrer a diversos incidentes envolvendo pessoas vestidas de palhaços, que saltavam do nada para assustar as pessoas.

A polícia do Reino Unido e dos Estados Unidos teme que a moda aumente na contagem decrescente para o Halloween. Até a Casa Branca interveio e avisou que as forças da autoridade estão a levar estes incidentes a sério.

O fenómeno também atingiu a Holanda, onde foram vistas duas pessoas envergando disfarces de palhaço e empunhando armas de fogo.

França viveu em 2014 uma "febre" semelhante que, de acordo com o sociólogo Robert Bartholomew, foi "bastante intensa e violenta", tendo levado à detenção e encarceramento de 12 "palhaços assassinos" adolescentes.

"Os palhaços podem ser considerados sinistros, porque não se lhes consegue ler a expressão do rosto, e 80 por cento da comunicação é não-verbal", explicou.

"Se uma pessoa usar maquilhagem ou uma máscara de palhaço, é difícil saber se é amigável ou não", acrescentou.

Lusa

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