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Venezuelanos protestaram 543 vezes em setembro por falta de produtos e serviços básicos

© Susana Vera / Reuters

Um relatório divulgado esta quarta-feira pelo Observatório Venezuelano de Conflituosidade Social (OVCS) dá conta que em setembro os venezuelanos realizaram pelo menos 543 protestos por diversos motivos, principalmente pela escassez e falta de abastecimento de produtos.

"Esta cifra equivale a 18 protestos diários em todo o país. Em comparação com igual mês do ano passado e representa um aumento de 11%", afirma.

"Nos primeiros nove meses do ano o OVCS documentou 5.268 protestos, 72% deles por direitos económicos, sociais e culturais", sublinha.

O relatório explica que "no mês de setembro continuou a situação de insegurança alimentar na Venezuela, caraterizada pela falta de abastecimento, escassez e carestia de produtos", sendo "a principal causa de mobilizações e ações de rua, principalmente de vizinhos".

A organização acrescenta também que houve mais 25% de protestos pelo elevado custo dos alimentos comparativamente a setembro de 2015.

"Em setembro foram documentados 21 saques e 33 tentativas (frustradas) de saques, 100% mais que em setembro de 2015. Os saques e as tentativas de saque continuam em todo o país. No entanto, ao observar os 678 casos documentados pelo OVCS durante os nove meses de 2016, aprecia-se uma clara diminuição desde o passado mês de julho (73 saques e 46 tentativas)", explica.

Por outro lado registaram-se 100 protestos para exigir uma habitação digna e pelos serviços de água potável e eletricidade, 16% menos que os 131 registados em igual mês do ano anterior.

O relatório conclui precisando que a maioria das mobilizações e protestos de rua, por direitos políticos, estão vinculados a etapas do referendo revogatório (do mandato do Presidente Nicolás Maduro), impulsionado pelos partidos políticos de oposição e um amplo setor da sociedade civil venezuelana.

Lusa

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