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Cerveja belga é Património Imaterial da Humanidade

© Francois Lenoir / Reuters

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) declarou hoje a tradição da cerveja belga Património Imaterial da Humanidade, afirmaram fontes da instituição à agência Efe.

A decisão foi adotada durante a reunião anual do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património da UNESCO, que se celebra na capital etíope, Adis Abeba.

A UNESCO decidiu proteger esta tradição cultural, que envolve quem a produz, desfruta e promove a produção artesanal da bebida alcoólica.

Os especialistas reunidos em Adis Abeba valorizaram a extrema diversidade da arte cervejeira na Bélgica, assim como a intensidade com que a cerveja é consumida e integrada na vida diária e festiva dos seus cidadãos.

A Bélgica conta com quase 200 fábricas de cerveja, que produzem 1.500 tipos distintos desta bebida feita com cevada fermentada, água e lúpulo, muitas delas artesanais ou cervejas especiais.

Na Bélgica, a cerveja é submetida até quatro tipos de processos distintos de fermentação: a espontânea, empregada na cerveja "lambic", o mais antigo tipo de cerveja; a alta, ou "ale"; a mista, própria das cervejas "tostadas"; e a baixa ou "lager", utilizada nas cervejas do tipo "pilsner".

A declaração sublinha que a tradição cervejeira dos belgas, praticada em todo o país, ainda que com cambiantes e preferências locais, reforça a sua identidade como comunidade.

Em cada província há fábricas, clubes, museus (cerca de 30 em toda a Bélgica), cursos, formação, eventos, festivais e restaurantes dedicados ao líquido.

O comité que aprovou a adoção de elevar a cerveja à categoria de bem cultural é formado por representantes de 24 países membros da Convenção da UNESCO para a salvaguarda do património cultural imaterial.

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