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Presidente francês indulta mulher vítima de violência conjugal que matou marido

Christian Hartmann

O chefe de Estado francês decidiu indultar uma mulher condenada a 10 anos de prisão pelo assassínio do seu marido violento e que se tornou um símbolo da luta contra a violência conjugal, anunciou esta quarta-feira a presidência.

François Hollande concedeu-lhe "uma remissão do resto da sua pena de prisão", o que "põe fim imediato à sua detenção", indica um comunicado da presidência francesa.

"O presidente da República considerou que o lugar" de Jacqueline Sauvage "não era na prisão, mas junto da sua família", adianta.

Jacqueline Sauvage, 69 anos, matou o marido em 2012 com três tiros nas costas após 47 anos de violência, igualmente sexual, de que também foram vítimas os seus quatro filhos. O assassínio ocorreu um dia depois do suicídio do seu filho.

As suas três filhas, que sempre a apoiaram, testemunharam contra o pai, explicando terem sido violadas e espancadas, como era a sua mãe.

Jacqueline Sauvage foi considerada culpada em primeira instância e num recurso em dezembro de 2015.

O seu caso comoveu associações feministas, personalidades do mundo da cultura e responsáveis políticos. Circularam petições pedindo a sua libertação, uma das quais recolheu perto de 436.000 assinaturas.

O presidente Hollande concedeu-lhe um perdão parcial no início do ano, permitindo-lhe pedir a liberdade condicional. Mas esta foi recusada em primeira instância e em apelo.

Lusa

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