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Debbie Reynolds morreu de coração partido?

© Mike Blake / Reuters

Um dia depois da morte da atriz Carrie Fisher, a sua mãe Debbie Reynolds morreu inesperadamente. A atriz e cantora de 84 anos ter-se-á queixado de problemas respiratórios. Pouco antes de ser levada para o hospital disse: "Quero estar com a minha filha".


Quando casais ou membros de família morrem num curto espaço de tempo, é comum atribuir a segunda morte a um coração partido. Mas será mesmo possível morrer de um coração partido?

"A síndrome do coração partido - que existe, de facto - acontece quando alguém descobre uma terrível noticia e há uma enorme libertação de hormonas de stress na corrente sanguínea. Isto leva o coração a ser bombardeado com estas hormonas", explicou o psiquiatra Matthew Lorber à CNN.

"Pode ser a notícia da morte de um ente querido, pode ser a notícia de um divórcio, pode ser um terramoto ou uma demissão. Qualquer coisa que traga um nível de stress muito elevado". Pode até ser uma boa notícia, dada de forma repentina, explicou Lorber. "Qualquer coisa que choque a pessoa pode causar a síndrome."

De acordo com o cardiologista Kevin Campbell, apesar desta teoria poder estar certa, a causa precisa permanece desconhecida. A condição começou a ser estudada na década de 90 por investigadores japoneses, que a então chamaram Doença de Takotsubo.

Apesar de existir parecenças com um ataque cardíaco, há uma grande diferença para os pacientes da síndrome de coração partido: "não têm qualquer bloqueio no coração", explicou o cardiologista. "As artérias mostram-se completamente normais", só que o coração aparece dilatado e muito fraco.

Por outor lado, os pacientes melhoram quase espontaneamente nos dias ou semanas seguintes.

© Mario Anzuoni / Reuters

Os sintomas são: dor intensa no peito, falta de ar e extremas mudanças na tensão arterial. A síndrome de coração partido é mais comum nas mulheres e em pessoas com historial de problemas neurológicos ou mentais.

Mesmo que a síndrome não esteja totalmente compreendida, a teoria da indução de stress ganhou apoio de médicos focados na saúde mental.

O mais provável é que síndrome desapareça rapidamente, não deixando consequências a longo prazo. Contudo, existem pessoas que acabam mesmo por morrer. Daí, "é normal ouvir alguém dizer que não quer viver sem os seus entes queridos", disse Lorber.

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