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Polícia de Hong Kong faz detenções por protestos anti-Pequim em novembro

© Bobby Yip / Reuters

Membros dos partidos Demosisto e Liga dos Sociais Democratas foram hoje detidos ou procurados pelas autoridades nas respetivas residências por causa de um protesto em novembro, no exterior do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central em Hong Kong.

Os ativistas foram detidos pela sua alegada participação numa reunião ilegal a 06 de novembro do ano passado, quando centenas de manifestantes se concentraram, durante várias horas, no exterior do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central de Hong Kong e foram registados confrontos com a polícia.

Segundo a imprensa de Hong Kong, o partido político Demosisto informou que dois dos seus membros -- Ivan Lam e Derek Lam -- foram levados pelas autoridades das suas residências ao início da manhã de hoje.

Já a Liga dos Sociais Democratas (LSD) disse que pelo menos dois dos seus membros estão sob investigação. Segundo a sua página de Facebook, citada pelo jornal South China Morning Post, a polícia tinha o objetivo de deter o vice-secretário-geral Dickson Chau e membro da LSD Chan Man-wai, mas nenhum deles estava em casa.

O grupo Luta Estudantil pela Democracia, por sua vez, disse que a polícia foi a casa do seu representante Sammy Ip, mas que este se encontrava ausente. As autoridades solicitaram então que Sammy Ip se apresentasse hoje à polícia.

O caso remonta a outubro, à tomada de posse dos dois deputados democraticamente eleitos pelo grupo Youngspiration, Yau Wai-ching e Sixtus Leung, em que ambos pronunciaram a palavra China de forma considerada ofensiva e acrescentaram palavras suas às do juramento, comprometendo-se a servir a "nação de Hong Kong".

A manifestação de 06 de novembro nas ruas da cidade era contra a então iminente interpretação da Lei Básica (miniconstituição) de Hong Kong por Pequim, com os manifestantes a contestarem a decisão do governo central da China de intervir na decisão sobre a exclusão ou não de dois legisladores pró-independência.

A interpretação da Lei Básica pela Assembleia Nacional Popular da China seria, no entanto, divulgada logo na manhã de 07 de novembro, tendo sido considerado que eles não poderiam repetir o juramento do cargo e tomar posse no Conselho Legislativo (LegCo) da região.

Esta foi a quinta vez que a China, desde a devolução de Hong Kong pelos britânicos em 1997, interpretou a miniconstituição de Hong Kong.

Depois da interpretação de Pequim, um tribunal de Hong Kong decidiu desqualificar os dois deputados.

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