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Pelo menos 178 civis morreram em duas semanas de tréguas na Síria

© Bassam Khabieh / Reuters

Pelo menos 178 civis foram mortos na Síria desde o início, há duas semanas, de uma trégua promovida pela Rússia, aliada do regime sírio, e pela Turquia, indicou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

A organização não-governamental com sede no Reino Unido indicou que desde 30 de dezembro, data em que deveriam ter parado as hostilidades, registaram-se baixas civis tanto nas zonas nas quais a trégua estava em vigor como nas restantes.
O cessar-fogo não está em vigor nas áreas nas quais está ativo o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e a Frente da Conquista do Levante - antiga filial síria da Al Qaeda-, já que ambos foram excluídos do pacto.
O Observatório precisou que pelo menos 78 civis, incluindo 22 menores e 11 mulheres, foram mortos em locais onde a trégua está em vigor.
Do total de vítimas, 36 pessoas morreram devido a fogo da artilharia governamental contra zonas em poder dos grupos rebeldes; 25 morreram em bombardeamentos; 13 perderam a vida devido a tiros de 'snipers' leais do presidente Bashar al Assad e quatro devido à queda de projéteis rebeldes na localidade xiita de Fua.
Por outro lado, pelo menos 99 civis, entre eles 22 menores e sete mulheres, morreram em ataques nas áreas nas quais não está em vigor o cessar-fogo.
Entre essas vítimas, 28 morreram devido a bombardeamentos da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos em áreas sob controlo do EI nas províncias de Al Raqa e Deir al Zur.
Outros 26 foram mortos devido a fogo da artilharia turca na região de Alepo.
Por outro lado, 16 civis morreram em bombardeamentos de aviões desconhecidos contra posições do EI em Alepo, e outros três em ataques da força aérea turca contra Arima, controlada por um grupo vinculado às Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança liderada pelas milícias curdas.

Lusa