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Presidente do Brasil autoriza envio das Forças Armadas para Natal

© Adriano Machado / Reuters

O Presidente do Brasil, Michel Temer, autorizou esta quinta-feira o envio das Forças Armadas para a cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, onde um motim dentro da Penitenciária de Alcaçuz deixou 26 mortos no último domingo.

Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, os militares vão reforçar o policiamento nas ruas de Natal em resposta a um pedido feito pelo governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria. Na manhã desta quinta-feira o governador já havia anunciado que a situação estava fora de controlo, destacando que pediu o "envio imediato" de efetivos militares para conter os motins e revoltas nas ruas e prisões.

Desde o início da semana um confronto entre as fações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte está na origem de uma série de motins na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, ainda controlada pelos detidos.Os problemas dentro desta cadeia também espalham o medo pelas ruas de Natal. Pelo menos 28 veículos, prédios públicos e duas delegacias foram alvos de ataques entre quarta-feira e o início da tarde de quinta-feira.

A polícia local investiga se estes crimes foram motivados pelos atritos dentro da prisão, já que elementos destes grupos criminosos atuam também fora das prisões.

Numa entrevista à rede de televisão brasileira Globo News o governador Robinson Faria disse que a polícia militar prepara-se para entrar ainda esta quinta-feira na prisão.

O governador acrescentou que os policias planeiam retomar o controlo da unidade prisional fazendo um cordão humano para separar presos de fações rivais até que um muro seja erguido no local.

Ainda segundo o Governador do Rio Grande do Norte, os polícias permanecerão dentro da prisão até controlo completo do motim. Problemas graves no sistema prisional do Brasil têm gerado preocupação desde o início deste ano. Pelo menos 130 presos já foram brutalmente assassinados no interior de diferentes estabelecimentos prisionais de Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte em confrontos provocados por grupos criminosos rivais.

Estas disputas se juntam aos habituais problemas de excesso populacional nas prisões e das péssimas condições do sistema penitenciário do Brasil.

Lusa

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