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Washington anuncia uma nova era na relação com a ONU e avisa críticos

© Stephanie Keith / Reuters

A nova embaixadora norte-americana junto da ONU, Nikki Haley, anunciou esta sexta-feira que a relação dos Estados Unidos com aquela organização internacional vai entrar numa nova fase, bem como advertiu os países que critiquem o posicionamento de Washington.

"Para aqueles que não nos apoiam, vamos anotar nomes. Vamos assegurar que iremos responder a isso de forma adequada", afirmou Nikki Haley, nas suas primeiras declarações aos jornalistas na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A representante insistiu que os Estados Unidos vão "mostrar a força do país" na ONU e afirmou estar pronta para acabar com as coisas que Washington considera "obsoletas ou desnecessárias" dentro da organização, que desde 1 de janeiro tem como secretário-geral o português António Guterres.

"Existem uns novos Estados Unidos na ONU. (...) Vão existir mudanças na nossa forma de trabalhar", adiantou Haley, minutos antes de apresentar as suas credenciais diplomáticas a António Guterres.

"Mostrar a nossa força, a nossa voz, apoiar os nossos aliados e garantir que os nossos aliados também nos apoiam", disse a ex-governadora do Estado da Carolina do Sul sobre o plano da nova administração norte-americana para as Nações Unidas.

Sobre as informações que apontam que a Casa Branca está a preparar importantes cortes nas contribuições financeiras para a ONU, Haley disse que tem a missão de analisar em pormenor o funcionamento da organização.

"Tudo aquilo que funciona, vamos melhorá-lo. Aquilo que não funciona, vamos corrigi-lo. E aquilo que parecer obsoleto ou desnecessário, será extinto", assegurou.

O novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tomou posse na passada sexta-feira, tem sido muito crítico em relação às Nações Unidas, apontando o dedo à alegada falta de eficácia da organização internacional.

Antes de assumir a Casa Branca, Trump escreveu na sua conta oficial na rede social Twitter que apesar do seu "grande potencial" a ONU tornou-se "apenas um clube para as pessoas se juntarem, conversarem e passarem um bom bocado". "Tão triste!", acrescentou na mesma altura.

No início de janeiro, fontes oficiais da ONU informaram que Trump e Guterres tinham conversado por telefone, numa "discussão muito positiva" sobre as relações do país com a organização.

Este contacto telefónico ocorreu após as duras críticas emitidas por Trump na sequência da resolução sobre os colonatos israelitas em territórios palestinianos ocupados, aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU com a decisiva abstenção dos Estados Unidos.

A resolução exigiu o fim "imediato" da política de colonatos israelita em Jerusalém Oriental, bem como nos territórios ocupados da Cisjordânia.Os Estados Unidos são o país que fornece mais fundos para o funcionamento das Nações Unidas, para além acolher a principal sede da organização, em Nova Iorque.

Lusa

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