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Democratas do Congresso dos EUA querem investigar ligações de Michael Flynn à Rússia

© Carlos Barria / Reuters

Os líderes democratas no Congresso dos EUA querem que seja aberta uma investigação aos laços do conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump com a Federação Russa.

Em concreto, pretendem que o Pentágono investigue se Michael Flynn violou a Constituição dos EUA ao aceitar dinheiro de uma estação televisiva controlada pelo governo russo, a RT.

Flynn é um tenente-general reformado do Exército e dirigiu os serviços de informações militares (DIA, na sigla em inglês).

Este ex-militar viajou em dezembro de 2015 para Moscovo, onde participou ao lado do Presidente russo, Vladimir Putin, e de outros dirigentes da Federação Russa, num jantar de gala da RT, onde aparecia regularmente como comentador.

O próprio Flynn anunciou mais tarde que tinha sido pago para aparecer no jantar de gala, mas rejeitou que estivesse a participar em qualquer esforço de propaganda russo.

A investigação foi solicitada ao Pentágono por seis congressistas democratas que integram outras tantas comissões parlamentares, designadamente as das Informações, Negócios Estrangeiros e Forças Armadas.

Na sua carta ao Pentágono, os democratas solicitam o acesso aos documentos relativos ao recebimento por parte de Flynn do dinheiro da RT -- que classificam como "um braço de propaganda do Governo russo" - depois de se ter reformado, em 2014.

Os democratas citaram a legislação norte-americana e a política do Pentágono que proíbe os dirigentes, incluindo reformados no caso dos militares, de aceitarem pagamentos diretos ou indiretos de governos estrangeiros.

A nomeação de Flynn como conselheiro de Segurança Nacional por Trump suscitou fortes críticas, devido à sua alegada estreita relação com Moscovo e às fotografias da gala da RT, em que aparecia próximo de Putin.

Em janeiro, os serviços de informações dos EUA sustentaram que a RT era controlada pelo Kremlin.

Lusa

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