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Trump quer acabar com lei que limita atividade política de grupos religiosos

© Carlos Barria / Reuters

O Presidente norte-americano prometeu esta quinta-feira destruir uma lei que limita a participação e apoio a atividades políticas de grupos religiosos, garantindo que vai proteger a liberdade religiosa.

"Vou acabar (com ela) e destruirei totalmente a 'emenda Johnson' e permitirei que os nossos representantes da fé falem livremente e sem temer represálias", afirmou Donald Trump, no discurso proferido no 'National Prayer Breakfast', em Washington.

Este ato mistura política e religião, e realiza-se tradicionalmente na primeira quinta-feira de fevereiro. A chamada 'emenda Johnson', introduzida pelo então senador Lyndon B. Jonhson em 1954, que foi posteriormente Presidente dos Estados Unidos (1963-1969), estabelece que os credos religiosos e outras organizações isentas de impostos não estão autorizados a fazer campanha ou apoiar abertamente candidatos a cargos políticos.

No seu discurso, Trump alertou que a liberdade religiosa é "um direito sagrado", que está atualmente "sob ameaça", tanto nos Estados Unidos como no resto do mundo.

"O terrorismo é uma ameaça fundamental à liberdade religiosa", sublinhou. Trump disse que a sua administração fará "tudo o que é possível" para "proteger a liberdade religiosa" no país e que os Estados Unidos "devem ser sempre uma sociedade tolerante onde todos os credos sejam respeitados".

Donald Trump defendeu que os norte-americanos têm que sentir-se seguros e lembrou que começou a tomar "ações necessárias" para alcançar esse objetivo, numa aparente alusão à ordem para impedir temporariamente a entrada nos Estados Unidos de todos os refugiados e cidadãos de sete países de maioria muçulmana (Iraque, Irão, Líbia, Síria, Somália, Sudão e Iémen).

"A nossa nação tem o sistema de imigração mais generoso do mundo" e muitos querem aproveitar-se disse "para minar os valores que tanto queremos" ou com o propósito de "espalhar a violência", denunciou.

O Presidente norte-americano adiantou, sem pormenorizar, que "nos próximos dias, vai ser desenvolvido um sistema para garantir" que as pessoas autorizadas a entrar no país "abraçam plenamente os valores de liberdade religiosa e pessoal"."Queremos que as pessoas entrem na nossa nação, mas queremos quem nos ama e aos nossos valores, não quem nos odeia", afirmou.

Lusa

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