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Decreto anti-imigração de Trump continua suspenso

Protestos contra o decreto de Trump à porta do tribunal.

© Noah Berger / Reuters

O Tribunal da Relação de São Francisco remeteu para a semana uma decisão final sobre o decreto anti-imigração do Presidente dos EUA. Até lá, os cidadãos oriundos dos países "interditos" continuam a poder entrar no país.

Terminou sem decisão a sessão desta terça-feira do Tribunal da Relação sobre o veto migratório. Os três juízes responsáveis pelo caso ouviram os argumentos pró e contra a medida que Donald Trump quer aprovar, para decidir se levantam a providência cautelar ou se mantêm o decreto congelado, mas acabaram por remeter a decisão final para daqui a uma semana.

No centro da polémica está a medida adotada a 27 de janeiro, que determinou a suspensão durante 120 dias do programa de acolhimento de refugiados e travou durante outros 90 dias a emissão de vistos para cidadãos de sete países de maioria muçulmana (Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irão e Iémen).

Um juiz federal de Seattle ordenou, porém, a suspensão temporária, a nível nacional, da ordem executiva e, no domingo, um tribunal de recurso rejeitou o pedido da administração de Donald Trump para restabelecer imediatamente a aplicação do controverso decreto, pelo que a suspensão do veto se mantém.

Qualquer que seja a decisão do tribunal, é quase certo que o assunto acabará a ser discutido no Supremo.

A sessão foi acompanhada online por milhares de pessoas no mundo inteiro. à porta do tribunal registaram-se alguns protestos contra as políticas de Donald Trump.

A sessão foi acompanhada online por milhares de pessoas no mundo inteiro. à porta do tribunal registaram-se alguns protestos contra as políticas de Donald Trump.

© Noah Berger / Reuters

Milhares de pessoas ouviram audiência

Na terça-feira, o Tribunal de Recurso do Nono Circuito dos Estados Unidos, com sede em São Francisco, transmitiu em direto o áudio dos argumentos expostos por parte dos advogados do estado norte-americano de Washington e do Departamento de Justiça de Trump durante a audiência, que durou pouco mais de uma hora, realizada através do telefone, um feito considerado raro.

Mas mais raro ainda foi o número de pessoas que decidiu ouvir em direto as intervenções. Só no YouTube mais de 136.000 pessoas acompanharam a transmissão do áudio em direto no seu "pico", mas o som também foi disponibilizado no Facebook e em portais na Internet e páginas de meios de comunicação social.

Neste sentido, não é possível apurar a audiência da audiência, ou seja, o universo total de ouvintes. A agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP) refere, com efeito, que terá ultrapassado a barreira de um milhão.

Com Lusa

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