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Mogherini pede a Trump que não se meta na política europeia

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini.

© Francois Lenoir / Reuters

A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, advertiu esta sexta-feira a administração de Donald Trump de que não deve interferir na política europeia, depois de comentários do Presidente norte-americano elogiando o Brexit.

"Nós não interferimos na política dos Estados Unidos e os europeus esperam que os Estados Unidos não interfiram na política europeia", disse Mogherini no final da sua primeira visita a Washington desde a tomada de posse de Trump.

A chefe da diplomacia europeia, que falava numa conferência de imprensa na delegação da UE em Washington, foi nomeadamente questionada sobre o alegado interesse do 'site' de informações norte-americano Breitbart, próximo da extrema-direita e anteriormente dirigido pelo conselheiro de Trump Steve Bannon, em influenciar as eleições que se realizam este ano em França e na Alemanha.

"Creio que a unidade da UE é mais manifesta hoje do que era há alguns meses e isso deve ser claramente compreendido aqui", disse.Mogherini pediu ainda à nova administração para "respeitar a UE, que não é apenas uma instituição, mas uma União de 28 Estados membros, que continuam a ser 28 e continuarão por vários meses", numa alusão à futura saída do Reino Unido da UE.

No final de janeiro, Donald Trump afirmou, ao lado da primeira-ministra britânica, Theresa May, que o 'Brexit' era "algo maravilhoso" e elogiou a "relação especial" entre Washington e Londres.

"Oito meses depois do referendo no Reino Unido, ainda não fomos sequer notificados do início das negociações. O Reino Unido vai continuar como membro da UE por pelo menos mais dois anos e não vai poder negociar um tratado comercial com um país terceiro", disse.

"Da Polónia a Portugal, da Finlândia a Malta, os europeus sentem e pensam que os seus interesses são mais bem protegidos e defendidos pela nossa União", afirmou.

Mogherini reuniu-se em Washington com o secretário de Estado, Rex Tillerson, o assessor de segurança da Casa Branca, Michale Flynn, e o assessor presidencial e genro de Trump, Jared Kushner, além de vários senadores.

Lusa

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