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Trump admite assinar nova ordem de imigração

© Joshua Roberts / Reuters

Donald Trump disse esta sexta-feira que está a considerar assinar uma nova ordem executiva sobre imigração, depois de a que já assinou ter sido suspensa por decisão judicial.

Em declarações aos jornalistas a bordo do avião que os transporta para o Estado da Florida, Trump disse que confiava em vencer a batalha judicial, depois de o Tribunal de Recurso norte-americano ter confirmado a decisão de um juiz de suspender a aplicação daquela ordem.

Em causa está a suspensão do programa de acolhimento de refugiados e a interdição da entrada nos EUA de cidadãos de sete Estados de maioria muçulmana: Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen.

Trump acrescentou que tinha "muitas outras opções, incluindo uma nova ordem executiva".

Insistindo, aduziu: "Precisamos de velocidade [de decisão] , por razões de segurança. Portanto, pode ser isso que vamos fazer".

O Presidente norte-americano adiantou que a eventual nova ordem executiva iria mudar "muito pouco" em relação à primeira e que iria agir na segunda ou terça-feira.

"Gosto de vos surpreender", considerou, dirigindo-se aos jornalistas.

Um tribunal de recurso norte-americano recusou na quarta-feira a aplicação da ordem executiva que proíbe a entrada nos EUA de viajantes provenientes de sete países de maioria muçulmana.

Em decisão unânime, o painel de três juízes do 9.º Tribunal do Circuito de Apelo, baseado em San Francisco, declinou bloquear a decisão de um tribunal de escalão inferior que suspendeu a interdição e autorizou a entrada nos EUA àqueles viajantes que estavam proibidos de o fazer.
Agora, é possível a apresentação de um recurso desta decisão ao Supremo Tribunal.

Os juízes salientaram que os Estados que tinham contestado a ordem de Trump tinham levantado alegações sérias sobre discriminação religiosa.

O juiz James Robart, em Seattle, emitiu uma ordem de restrição temporária que suspendeu a interdição de Trump na semana passada, depois de os Estados de Washington e Minnesota terem levado o assunto à Justiça.

Em reação, Trump prometeu bater-se nos tribunais, divulgando através da rede social Twitter a mensagem, toda escrita em maiúsculas: "ENCONTRAMO-NOS NO TRIBUNAL. A SEGURANÇA DA NOSSA NAÇÃO ESTÁ EM CAUSA!".

Em resposta, o governador do Estado de Washington, Jay Inslee, afirmou: "Senhor Presidente, acabámos de nos ver em tribunal. Nós ganhámos".

Lusa

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