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Agência para a ética recomenda investigação a Kellyanne Conway

Manuel Balce Ceneta

A agência dos EUA para a ética dos titulares de cargos públicos recomendou à Casa Branca que investigue e eventualmente puna a assessora Kellyanne Conway, depois de esta ter feito propaganda a produtos de uma filha de Donald Trump.

A recomendação da Agência para a Ética no Governo foi divulgada na terça-feira em carta dirigida aos advogados da Casa Branca.

No texto, considerou-se que havia razões para acreditar que Conway violou as normas de conduta dos funcionários governamentais, ao propagandear a linha de moda de Ivanka Trump durante uma entrevista televisiva divulgada na semana passada. A recomendação desta agência é a complicação mais recente de Conway.

Na segunda-feira, Conway afirmou, em declarações televisivas, que Michael Flynn, então assessor de Segurança Nacional de Donald Trump, tinha a confiança total do presidente, horas antes de Trump o despedir. Nas últimas semanas, Conway também mencionou um massacre, em Bowling Green, que nunca aconteceu, e entrou em polémica pública com a cadeia noticiosa CNN, que decidiu exclui-la de um programa dominical.

Inquirida sobre as observações de Conway sobre Flynn, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, afirmou na terça-feira que a decisão de Trump foi amadurecida ao longo do tempo. "Foi um processo evolutivo e erosivo", disse Spicer.

"Quando (Trump) determina que tomou uma decisão sobre um assunto, é quando informa o staff. Portanto, foi uma situação que se desenvolveu". Conway argumentou que se tinha enganado em referência ao dito massacre e contestou que tenha sido excluída do programa da CNN, contrapondo que estava indisponível.

Na terça-feira, em entrevista ao programa "Today" da NBC, Conway negou que as suas posições sobre o futuro de Flynn tenham sido inconsistentes com a de Trump, dizendo que "ambas era verdadeiros".

Os comentários que criaram o problema mais recente a Conway, com os guardiães da ética, foram feitos em 9 de fevereiro, durante uma entrevista à Fox News. Aparecendo na sala de imprensa da Casa Branca, Conway apelou aos espetadores que "comprassem os produtos", antes de acrescentar que ia "fazer um anúncio gratuito", recomendando aos telespetadores: "Vão comprá-los hoje. Podem encontrá-los na internet".

Os comentários ocorreram um dia depois de Trump ter distribuído uma mensagem na rede social Twitter, em que considerava que a rede de lojas especializadas Nordstrom tinha tratado a sua filha injustamente, ao deixar de vender a sua linha de moda.

A empresa justificou a decisão com as baixas vendas dos produtos. Na carat dirigida à Casa Branca, o diretor da agência para a ética, Walter Shaub, escreveu que os comentários de Conway parecem ser "uma clara violação da proibição de abuso de posição".

Spicer afirmou na semana passada que Conway tinha sido "aconselhada" em relação aos seus comentários, mas fonte da agência para a ética assegurou que ainda não tinha sido recebida qualquer informação sobre a existência de qualquer ação corretiva.

Esta agência para a ética quer que a Casa Branca responda por escrito até 28 de fevereiro o que decidiu fazer em relação a este assunto.

Lusa

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