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Governo francês não vai tolerar interferências externas nas presidenciais

© Charles Platiau / Reuters

O Governo francês avisou esta quarta-feira que não iria tolerar qualquer interferência externa nas próximas eleições presidenciais, dirigindo-se expressamente aos dirigentes da Federação Russa, depois de os serviços secretos dos Estados Unidos terem acusado Moscovo de favorecer Donald Trump.

"Não vamos aceitar qualquer interferência, seja qual seja, no nosso processo eleitoral, tanto da Rússia como de qualquer outro Estado", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Marc Ayrault.

"Depois do que aconteceu nos EUA, é nossa responsabilidade dar todos os passos necessários para garantir que a integridade do nosso processo democrático é totalmente respeitada", afirmou no parlamento.

O aviso ocorreu depois de assessores de um dos principais candidatos franceses terem acusado, esta semana, a Rússia de atacar a sua candidatura.

Um porta-voz do candidato pró-europeu Emmanuel Macron acusou hoje Moscovo de estar por trás de uma série de ataques cibernéticos ao sítio na internet e aos servidores da campanha de Macron no último mês.

"Metade destes ataques, e houve centenas por dia, vieram da Ucrânia, que é conhecida pelas suas ligações aos piratas informáticos e às pessoas que dirigem estes ataques na Rússia", afirmou Benjamin Griveaux, acusando o Kremlin de procurar favorecer o candidato conservador Francois Fillon e a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen.

Fillon e Le Pen defendem laços mais próximos com a Rússia.

Lusa

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