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Papa critica a forma como EUA pretendem construir oleoduto

© Tony Gentile / Reuters

O papa Francisco criticou esta quarta-feira, indiretamente, a intenção da nova administração norte-americana, de Donald Trump, de construir um oleoduto no Dakota, ao afirmar que os povos indígenas devem dar consentimento prévio a qualquer atividade económica nas suas terras.

Já com Donald Trump como presidente, a Casa Branca anunciou que pretende avançar com a construção de um "pipeline" - orçado em 3,8 mil milhões de dólares (3,58 mil milhões de euros) - apesar da oposição de tribos índias americanas, que afirmam que o projeto afeta terras que historicamente lhes pertencem.

O papa Francisco reuniu-se hoje com representantes dos povos indígenas que foram a Roma para um encontro da ONU sobre agricultura.

O sumo pontífice disse que a questão essencial que se coloca é a de como conciliar o direito ao desenvolvimento com a proteção das culturas e territórios ancestrais.

"O direito ao consentimento prévio e informado" deverá prevalecer sempre "quando se planeia atividades económicas que possam interferir com as culturas indígenas e com a sua relação ancestral com a Terra, tal como exige o artigo 32 da Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas", disse o papa.

As tribos Cheyenne River e Sioux Standing Rock puseram a administração norte-americana em tribunal para parar com o projeto Dakota Access.

Francisco pediu "inclusão, e não apenas consideração".Isso implica "que os governos reconheçam que as comunidades indígenas são uma parte da população que deve ser valorizada e consultada, fomentando a sua plena participação, a nível local e nacional".

Lusa

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