sicnot

Perfil

Mundo

Senado dos EUA revoga proibição de armas a pessoas com perturbação mental

© ERIC THAYER / Reuters

A maioria republicana no Senado dos Estados Unidos votou esta quarta-feira favoravelmente a revogação de uma norma aprovada durante a administração de Barack Obama que impedia cerca de 75.000 pessoas com perturbações mentais de adquirir uma arma.

A legislação foi invalidada com 57 votos, contra 43, e a resolução vai agora ser enviada para o presidente, Donald Trump, que deve assiná-la.

A norma reforçava o sistema de verificação de antecedentes dos compradores de armas de fogo, com a indicação pela segurança social dos nomes dos beneficiários com perturbações mentais cujas prestações sociais são geridas por uma terceira pessoa.

Os críticos da norma consideram-na demasiado vaga e estigmatizante.

Desde a tomada de posse de Trump como presidente, o Partido Republicano pelo, qual foi eleito, tem avançado com a revogação de várias normas aprovadas durante a administração democrata de Obama.

O senador republicano Charles Grassley, do Iowa, que liderou o processo de revogação, argumentou que a norma estigmatiza injustamente os deficientes e viola o seu direito constitucional a ter armas.

Grassley considerou que as perturbações abrangidas pela norma são descritas com "características vagas, que não correspondem ao padrão federal de doença mental", citando os distúrbios de sono ou de alimentação como um exemplo de doença abrangida.

"Se um indivíduo em particular pode tornar-se violento devido à natureza da doença mental de que sofre, o governo deve ser obrigado a prová-lo", disse.

O senador democrata Chris Murphy, do Connecticut, afirmou por seu lado que não sabe como vai explicar aos seus eleitores que o Congresso decidiu facilitar a aquisição de armas por pessoas com doenças mentais.

"Como é que se pode esperar que alguém que não é capaz de gerir as suas próprias finanças vá cuidar responsavelmente de uma arma de fogo perigosa e letal?", questionou Murphy.

A norma de Obama foi proposta em 2012 após o massacre na escola primária de Sandy Hook, no Connecticut, em que 20 crianças e seis funcionários foram mortos por um jovem com várias perturbações mentais.

A legislação foi criticada por organizações que defendem o direito à posse de armas mas também por organizações que defendem as liberdades civis e os direitos dos deficientes.

A norma, argumentou a União Americana para as Liberdades Civis (ACLU, American Civil Liberties Union), promove um estereótipo de que as pessoas com perturbações mentais, "um grupo vasto e diverso de cidadãos", são violentas.

Lusa

  • "Só numa ditadura é possível tentar esconder o número de vítimas"
    0:51

    Tragédia em Pedrógão Grande

    O primeiro-ministro diz que é "lamentável" a tentativa de aproveitamento político à volta dos incêndios. António Costa esteve esta quarta-feira à tarde na Autoridade Nacional de Proteção Civil e, no final do briefing, disse que é preciso confiança nas instituições do Estado. O primeiro-ministro deixou ainda muitas críticas à oposição no caso da lista de vítimas de Pedrógão Grande.

  • Sociedade de Pneumologia recomenda cuidados com calor e incêndios

    País

    A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alertou esta quarta-feira para os riscos respiratórios decorrentes dos incêndios e temperaturas elevadas, sobretudo para quem sofre de doenças crónicas, propondo medidas preventivas e recordando o aumento de mortalidade associado ao calor.

  • E os 10 mais ricos de Portugal são...

    Economia

    A família Amorim lidera a lista dos mais ricos do país, com uma fortuna avaliada em 3840 milhões de euros. Em segundo lugar surge Alexandre Soares dos Santos com 2532 milhões de euros. A família Guimarães de Mello ainda entra para o top 3, com um valor de 1471 milhões de euros. A lista foi elaborada pela revista EXAME, que conclui que os ricos estão ainda mais ricos, pela quarta vez consecutiva.

    Bárbara Ferreira

  • "Estou grávida! Estou a morrer!"
    1:14
  • Mulher vive sozinha numa ilha há 40 anos

    Mundo

    Zoe Lucas é a única pessoa a viver numa ilha canadiana, no norte do Atlântico. Nas últimas quatro décadas, a mulher de 67 tem partilhado a ilha Sable com cerca de 400 cavalos selvagens e 350 espécies de pássaros.