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Jovem alegadamente violado pela polícia recebeu alta

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Théo, o jovem alegadamente violado por um agente policial e que se tornou um "símbolo" contra a violência policial em França, deixou esta quinta-feira o hospital nas periferia de Paris, onde esteve internado nas duas últimas semanas.

O jovem, de 22 anos, noticia a agência Efe, terá, presumivelmente, sido sodomizado por um agente com um bastão extensível.

Segundo a agência noticiosa espanhola, que cita o grupo de apoio a Théo, criado nas redes sociais, o jovem enviou uma mensagem de agradecimento a todos os que se mostraram preocupados com o seu estado de saúde.

O jovem, que se encontra a descansar em casa com uma baixa médica de pelo menos 60 dias, foi detido depois de ter sofrido uma violenta violação na sequência de uma operação policial no passado dia 2 em Aulnay-sous-Bois, nos arredores a nordeste Paris.

Théo, que trabalha a tempo parcial como animador social e tentava uma carreira como futebolista, tornou-se num símbolo contra a violência e a impunidade policiais denunciadas pelos habitantes dos subúrbios de Paris.

Apesar dos apelos à calma feitos por Théo, várias manifestações apoiando-o, terminaram em confrontos com a Polícia, com centenas de veículos danificados e vários caixotes do lixo queimados.

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© Christian Hartmann / Reuters

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Centenas de jovens foram presos nas últimas semanas em várias partes de França no decorrer de ações de protesto, denunciando também, o caso de Adama Traoré, um jovem negro que morreu em julho do ano passado, quando tentava escapar de um controlo policial.

O caso de Théo tornou-se num assunto de Estado, tendo o Presidente François Hollande visitado o jovem no hospital Robert-Ballanger em Aulnay-sous-Bois, na semana passada.

Na ocasião o chefe de Estado francês afirmou que é preciso dar tempo para que a justiça faça o seu trabalho e lembrou que os agentes policiais têm de respeitar os regulamentos e reprovou os danos materiais causados pelos tumultos.

Os quatro agentes policiais envolvidos são acusados de usar violência e um deles também por estupro.

O relatório policial reconheceu a prisão violenta, mas afirma que a violação com um bastão, que levou à hospitalização de Théo foi "acidental" e não voluntária, no âmbito de uma detenção "violenta e forçada".

Lusa

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