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Seul vai usar altifalantes para informar Coreia do Norte da morte de Kim Jong-nam

Shin In-seop

A Coreia do Sul vai recorrer aos seus altifalantes instalados na fronteira com a Coreia do Norte para informar da morte de Kim Jong-nam, meio-irmão do líder norte-coreano, Kim Jong-un, anunciou esta quinta-feira o exército sul-coreano.

A medida destina-se a "oferecer a informação necessária ao povo e aos soldados norte-coreanos", anunciou o porta-voz do comando conjunto das forças sul-coreanas, Noh Jae-chon, em conferência de imprensa.

Os altifalantes instalados perto da Zona Desmilitarizada (DMZ) que divide os dois países vão começar a emitir a informação "uma vez recebida a confirmação oficial" sobre o crime que ocorreu na segunda-feira no aeroporto internacional de Kuala Lumpur, segundo acrescentou o mesmo responsável.

Kim Jong-Nam, filho mais velho do falecido líder da Coreia do Norte Kim Jong-Il, que estaria a aguardar um voo com destino a Macau, foi assassinado no aeroporto da capital da Malásia, alegadamente por duas mulheres em circunstâncias ainda envoltas em mistério.

As autoridades da Malásia detiveram, até ao momento, duas mulheres pela suspeita de envolvimento no presumível assassínio.

Uma suspeita foi identificada com o nome Siti Aishah, de nacionalidade indonésia e nascida a 11 de fevereiro de 1992, enquanto a outra tinha na sua posse, quando foi detida, um passaporte vietnamita, no qual constava o nome Doan Thi Huong e a data de nascimento de 31 de maio de 1988.

A Malásia também anunciou esta quinta-feira que vai entregar à Coreia do Norte o corpo de Kim Jong-Nam, apesar de ainda haver "procedimentos a seguir".
Os meios de comunicação social do hermético regime norte-coreano ainda não deram eco do sucedido, que teve lugar nas vésperas das celebrações do nascimento do "Querido Líder" Kim Jong-il, que decorrem hoje e se estendem até sexta-feira na Coreia do Norte.

O chamado "Kwangmyongsongjol" - o "Dia da Estrela Brilhante" - é uma das maiores festividades da Coreia do Norte.

Os altifalantes propagandísticos das duas Coreias -- que tecnicamente permanecem em guerra - têm sido uma ferramenta habitual na "guerra psicológica" que mantêm, apesar de em 2004 terem acordado deixar de recorrer a eles.

Seul decidiu retomar o uso em 2015, numa altura de forte tensão militar na fronteira coreana durante a qual ocorreram trocas de tiros e Pyongyang replicou, passando a utilizar também os altifalantes para divulgar a sua propaganda.

Kim Jong-nam era o filho primogénito do ditador norte-coreano Kim Jong-il e da sua primeira concubina, a atriz Song Hye-rim.
Até ao início do século XXI era considerado o provável sucessor do pai, que morreu em 2011.

Em 2001, no entanto, foi detido no aeroporto de Tóquio com um passaporte falso com o qual alegadamente queria visitar um parque Disney no Japão.

Emigrou para a China em 1995 e vivia desde então entre Pequim e Macau.

Lusa

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